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Caso que chocou São Paulo: pai das crianças havia saído da prisão meses antes

Breno de Souza Castro, de 24 anos, preso após confessar a morte das próprias filhas, de 3 e 5 anos, em Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, já havia sido condenado e cumprido parte de uma pena por roubo antes de voltar às ruas. Segundo informações do processo, ele recebeu liberdade condicional em outubro de 2025, após a Justiça considerar seu comportamento durante o período de cumprimento da pena. O benefício foi efetivado em novembro daquele ano.

Castro havia sido preso em 19 de junho de 2023 e cumpria pena na Penitenciária de São Vicente II, no litoral paulista. Em 29 de outubro de 2025, a Justiça de São Paulo concedeu a liberdade condicional, estabelecendo uma série de condições que deveriam ser cumpridas pelo então detento. Entre as determinações estavam a obrigação de permanecer em casa durante determinados períodos e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

De acordo com as informações divulgadas, o alvará de soltura foi cumprido em 15 de novembro de 2025. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que os dados referentes ao processo deveriam ser tratados diretamente com a Justiça.

Menos de um ano depois, Castro voltou a ser preso, desta vez após confessar a morte das duas filhas. O caso aconteceu durante o fim de semana do Dia dos Pais. Na manhã do domingo (9), o homem procurou o 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, e relatou aos policiais o que havia acontecido. Ele também indicou onde estava o veículo utilizado para transportar as crianças.

As vítimas foram identificadas como Ísis Helena Alves De Souza, de 3 anos, e Lais Heloisa Alves De Souza, de 5 anos. A mãe das meninas procurava pelas filhas quando acionou a Polícia Militar. Ela foi orientada a comparecer à delegacia e recebeu a notícia após a localização das crianças.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe afirmou que manteve um relacionamento de aproximadamente oito anos com Castro e que os dois estavam separados desde março deste ano. Conforme o relato, o relacionamento teria sido marcado por episódios de agressividade e outros conflitos, e o homem não aceitava o fim da relação.

Ainda segundo o documento policial, o investigado teria ficado incomodado após visualizar uma fotografia publicada pela ex-companheira em uma rede social. Na sequência, teria enviado uma mensagem afirmando que ela não voltaria a ver as filhas. O homem deixou a residência com as crianças sob o argumento de que as levaria ao Museu do Ipiranga.

Durante o período em que permaneceu com as meninas, familiares teriam questionado seu paradeiro. Conforme os relatos registrados no boletim de ocorrência, Castro teria feito declarações preocupantes sobre o destino das filhas e sobre o que pretendia fazer posteriormente.

O caso mobilizou as forças de segurança e terminou com a prisão do homem. Na segunda-feira (10), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva após audiência de custódia. Ele passou a responder pelas acusações relacionadas à morte das duas crianças e também por violência doméstica, considerando o histórico relatado pela mãe.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do crime, além de reunir elementos sobre o histórico do relacionamento entre o investigado e a mãe das meninas. A Polícia Civil também deverá analisar mensagens, imagens e demais informações que possam ajudar a reconstruir os acontecimentos que antecederam a localização das vítimas.

O caso provocou forte repercussão em São Paulo, especialmente pela idade das crianças e pelo fato de o principal suspeito ser o próprio pai. A investigação continua sob responsabilidade das autoridades, que deverão apurar todas as circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao episódio.

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