Morre o procurador Carlos Ferro Neto após meses de luta

O procurador do Estado aposentado Carlos Ferro Neto morreu no último sábado (25), após não resistir às complicações provocadas por um atropelamento sofrido no início deste ano. A informação foi confirmada por familiares, que lamentaram a perda e prestaram homenagens à trajetória do jurista, reconhecido por décadas de atuação no serviço público de Alagoas. O acidente aconteceu em janeiro, na cidade de Aracaju, em Sergipe, quando ele atravessava uma faixa de pedestres empurrando uma bicicleta. Desde então, Carlos passou por um longo período de tratamento médico, alternando momentos de recuperação com agravamentos no quadro clínico, até falecer em decorrência das sequelas deixadas pelo impacto.
Conhecido no meio jurídico alagoano, Carlos Ferro Neto construiu uma carreira marcada pela dedicação ao serviço público e pela participação ativa na defesa da advocacia de Estado. Durante muitos anos exerceu a função de procurador do Estado de Alagoas, conquistando o respeito de colegas e profissionais da área pelo comprometimento com a função e pela postura ética. Após se aposentar, passou a levar uma rotina mais tranquila, dividindo seu tempo entre uma propriedade rural localizada no município de São Sebastião, no interior de Alagoas, e a cidade de Aracaju, onde residia uma de suas filhas. Mesmo longe da atuação profissional, manteve vínculos com antigos colegas e permaneceu sendo uma referência para pessoas que acompanharam sua trajetória.
O acidente que mudou completamente sua vida ocorreu enquanto ele seguia de bicicleta para uma padaria. De acordo com as informações divulgadas, Carlos atravessava corretamente uma faixa de pedestres quando foi atingido por um automóvel. A colisão provocou múltiplas lesões e exigiu atendimento médico imediato. Ele foi levado para uma unidade hospitalar consciente e permaneceu estável durante os primeiros dias de internação. Entretanto, o estado de saúde se agravou posteriormente, tornando necessária sua transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu cuidados especializados para enfrentar as complicações provocadas pelos ferimentos.
Após semanas de tratamento intensivo, o procurador apresentou sinais de melhora que renovaram a esperança de familiares e amigos. Com a evolução do quadro, recebeu alta hospitalar e passou a continuar a recuperação em casa, cercado pelo apoio da família. Apesar do progresso inicial, as sequelas deixadas pelo atropelamento continuaram comprometendo sua saúde. Nos últimos dias, houve uma piora significativa, e ele não resistiu às complicações decorrentes do acidente. A notícia da morte causou comoção entre pessoas que acompanharam sua recuperação e entre aqueles que conviveram com ele ao longo da carreira, despertando inúmeras manifestações de solidariedade nas redes sociais e em diferentes setores da sociedade alagoana.
Em nota divulgada pela família, parentes destacaram não apenas a carreira profissional de Carlos Ferro Neto, mas principalmente suas qualidades humanas. Um dos familiares afirmou que se despedia “não apenas de um sogro, mas de um amigo, um exemplo de vida e de humanidade”, ressaltando o amor dedicado à família, o respeito ao próximo e a forma como conduziu sua vida pessoal e profissional. A homenagem também destacou que seu legado permanecerá vivo por meio dos ensinamentos, dos valores transmitidos e da lembrança construída ao longo dos anos. Diversas mensagens de pesar foram publicadas por amigos, ex-colegas de trabalho e pessoas que tiveram contato com o procurador, ressaltando sua cordialidade, equilíbrio e dedicação ao serviço público.
O velório e o sepultamento foram organizados para permitir que familiares, amigos e admiradores prestassem as últimas homenagens. O enterro está marcado para este domingo (26), às 10h, no Cemitério São Francisco, em Arapiraca, reunindo pessoas que desejam se despedir de Carlos Ferro Neto. Sua morte encerra uma longa batalha iniciada após o atropelamento ocorrido em janeiro, deixando um sentimento de tristeza entre aqueles que acompanharam sua recuperação e reconheciam sua contribuição para o Estado de Alagoas. Além da carreira construída na Procuradoria, ele deixa um legado de dedicação à família, ao serviço público e aos princípios que marcaram sua vida, sendo lembrado por sua integridade, compromisso e respeito ao próximo.



