Com pesar que informamos o falecimento do jornalista Francisco de Assis Clemente aos 46 anos

O jornalista Francisco de Assis Clemente, conhecido nacionalmente como Chico Santo, morreu aos 46 anos após ser encontrado nas águas do Lago de Genebra, na Suíça. A informação causou grande comoção entre colegas de profissão, amigos e admiradores de seu trabalho. O corpo foi localizado próximo à margem do lago, a cerca de três metros da borda, e pessoas que estavam no local tentaram prestar os primeiros socorros até a chegada das equipes de emergência. Apesar das tentativas de reanimação, o jornalista não resistiu. As autoridades suíças abriram uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte, enquanto o Ministério Público acompanha o caso. Até o momento, a causa do óbito não foi oficialmente divulgada.
Com mais de duas décadas dedicadas ao jornalismo, Chico Santo construiu uma trajetória marcada pela cobertura de grandes acontecimentos no Brasil e no exterior. Ao longo da carreira, trabalhou em importantes veículos de comunicação, entre eles TV Globo, Jovem Pan, Portal Terra e Jornal do Brasil. Nos últimos anos, vivia na França, mas seguia acompanhando acontecimentos internacionais e mantendo contato com profissionais da imprensa brasileira. Reconhecido pelo profissionalismo e pela facilidade em atuar em diferentes áreas do jornalismo, tornou-se uma referência para colegas e conquistou o respeito do público por sua dedicação às reportagens.
Durante sua carreira, participou da cobertura de alguns dos principais eventos esportivos do mundo. Esteve presente nas Copas do Mundo de 2002 e 2014, além dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No entanto, sua atuação não se limitou ao esporte. Chico também ficou conhecido pelo trabalho em grandes coberturas jornalísticas, especialmente em situações de tragédia. Um dos momentos mais lembrados ocorreu durante as fortes enchentes que atingiram Santa Catarina, quando foi o primeiro repórter a chegar à cidade de Blumenau. Na ocasião, participou de um voo de reconhecimento das áreas devastadas ao lado de representantes do governo estadual, registrando imagens e informações importantes sobre os impactos da tragédia.
Além das reportagens de caráter informativo, Chico Santo também desenvolveu trabalhos voltados para a cultura e o entretenimento. Em sua passagem por diferentes emissoras, produziu conteúdos especiais sobre música brasileira e festivais culturais, entrevistando artistas de destaque como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo. Sua versatilidade permitiu que transitasse entre diferentes editorias, característica que sempre foi destacada por colegas de profissão. O jornalista era lembrado pelo entusiasmo com que encarava novos desafios e pela dedicação em contar histórias que aproximassem o público dos fatos.
A notícia da morte provocou manifestações de pesar nas redes sociais. A esposa do jornalista, Angela Zerbielli, publicou uma homenagem emocionante ao recordar os últimos momentos que viveu ao lado do marido. Em sua mensagem, ela compartilhou uma das últimas frases ditas por Chico antes do ocorrido: “Angelita, aproveite o café. Não tenha pressa para voltar para casa. A vida passa muito rápido.” O relato sensibilizou internautas, amigos e profissionais da comunicação, que prestaram solidariedade à família e destacaram a importância do jornalista para a imprensa brasileira. Diversas mensagens ressaltaram seu talento, generosidade e paixão pela profissão.
Enquanto familiares, amigos e colegas lamentam a perda, as autoridades suíças seguem investigando o caso para esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte do jornalista. Até a divulgação de novos laudos, não há informações oficiais sobre as causas do falecimento. Chico Santo deixa um legado construído ao longo de mais de 20 anos de atuação no jornalismo, marcado por coberturas históricas, compromisso com a informação e uma carreira reconhecida pela qualidade do trabalho desenvolvido em diferentes áreas da comunicação. Sua trajetória permanece como referência para profissionais da imprensa e para o público que acompanhou suas reportagens ao longo dos anos.



