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Após diagnóstico de câncer, acaba de chegar grave notícia sobre Lito Sousa

O influenciador digital e especialista em aviação Lito Sousa revelou que foi diagnosticado com câncer de próstata durante exames de rotina, chamando atenção para uma das principais características da doença: seu desenvolvimento silencioso. Aos 59 anos, ele contou que sempre manteve acompanhamento médico regular, incluindo a realização do exame de PSA e do toque retal, mas, ainda assim, a doença só foi identificada após uma alteração nos resultados dos exames levar a uma investigação mais aprofundada. O relato repercutiu nas redes sociais e serviu como um importante alerta para a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo o influenciador, mesmo sem apresentar sintomas, os exames permitiram descobrir o tumor ainda em estágio inicial, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Após a alteração no PSA, Lito foi submetido a exames complementares, que confirmaram um adenocarcinoma de próstata de agressividade intermediária. Os médicos constataram que o câncer permanecia restrito à próstata, sem sinais de disseminação para outros órgãos. Diante desse cenário, a equipe médica indicou a realização de cirurgia como tratamento principal, considerada uma das opções mais eficazes quando a doença é identificada precocemente. Em sua publicação, o influenciador ressaltou que sempre fez questão de realizar todos os exames preventivos, inclusive aqueles que muitos homens ainda evitam por preconceito ou desinformação. Para ele, compartilhar sua experiência pode incentivar outras pessoas a deixarem de lado o medo e procurarem acompanhamento médico regularmente.

O câncer de próstata é atualmente o tipo de tumor mais frequente entre os homens brasileiros, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 71,7 mil novos casos são registrados todos os anos no país. Apesar da alta incidência, especialistas reforçam que a doença apresenta elevadas chances de cura quando descoberta em seus estágios iniciais. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), as taxas de sucesso no tratamento podem ultrapassar 90% quando o tumor permanece localizado na próstata, antes de atingir outros órgãos. Ainda assim, o câncer continua sendo um importante problema de saúde pública, responsável por milhares de mortes anualmente no Brasil.

Um dos maiores desafios no combate à doença é justamente a ausência de sintomas durante sua fase inicial. Na maioria dos casos, o tumor evolui de forma silenciosa, sem provocar qualquer desconforto perceptível ao paciente. Quando os primeiros sinais aparecem, normalmente o câncer já apresenta um estágio mais avançado. Entre os sintomas mais comuns estão dificuldade para urinar, redução da força do jato urinário, necessidade frequente de ir ao banheiro, presença de sangue na urina ou no sêmen, dor ao urinar e dores persistentes nos ossos, especialmente na coluna e na região dos quadris. No entanto, esses sintomas também podem estar associados a doenças benignas da próstata, motivo pelo qual apenas uma avaliação médica pode estabelecer um diagnóstico preciso.

O processo de diagnóstico envolve diferentes exames. O PSA, realizado por meio de uma coleta de sangue, é um importante marcador para detectar alterações na próstata, embora seus níveis possam aumentar também em casos de inflamação ou hiperplasia prostática benigna. Já o toque retal permite ao médico avaliar alterações físicas na glândula que, em alguns casos, não provocam mudanças significativas no PSA. Quando existe suspeita de câncer, exames de imagem, como a ressonância magnética, ajudam a identificar possíveis lesões. A confirmação definitiva ocorre por meio da biópsia, procedimento que analisa fragmentos do tecido prostático para verificar a presença de células cancerígenas e determinar o grau de agressividade do tumor.

Especialistas recomendam que homens conversem regularmente com o urologista sobre a necessidade de iniciar o rastreamento da doença. Para aqueles que possuem histórico familiar de câncer de próstata, mama ou colorretal, a orientação costuma ser iniciar a avaliação a partir dos 40 anos. Já para quem não apresenta fatores de risco conhecidos, o acompanhamento geralmente começa por volta dos 45 anos, levando em consideração a idade, o estado geral de saúde e a expectativa de vida. O relato de Lito Sousa reforça que manter os exames preventivos em dia pode fazer toda a diferença, permitindo identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas e aumentando significativamente as possibilidades de tratamento eficaz e de cura.

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