Alerta laranja do Inmet deixa Sul de Santa Catarina em atenção por tempestade em Criciúma

Criciúma e municípios do Sul catarinense estão sob alerta laranja do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para tempestades intensas. O aviso indica risco de chuvas fortes, ventos intensos e possíveis transtornos até o início da próxima semana, mobilizando autoridades locais e a população para medidas preventivas.
De acordo com o Inmet, o alerta de perigo abrange chuvas que podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora, com acumulados diários de até 100 milímetros. Os ventos devem chegar a 100 km/h em rajadas, acompanhados de possibilidade de queda de granizo. Essas condições elevam o risco de alagamentos, quedas de árvores, danos em plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
A região Sul de Santa Catarina, que inclui Criciúma, Içara, Urussanga, Siderópolis e Nova Veneza, entre outras cidades, tem histórico de impactos em eventos semelhantes. Nos últimos anos, temporais fortes provocaram destelhamentos, alagamentos em vias urbanas e transtornos no tráfego, especialmente em áreas com drenagem mais vulnerável. A Defesa Civil municipal e estadual acompanham a evolução do sistema meteorológico, que deve permanecer atuante até terça-feira.
Especialistas explicam que a combinação de uma frente fria com instabilidades atmosféricas favorece a formação de tempestades localizadas. Embora não se trate de um evento extremo como um ciclone, a intensidade prevista exige cautela. “A população deve estar atenta aos sinais e evitar exposições desnecessárias”, orientam técnicos da Defesa Civil.
Entre os principais riscos estão os danos à rede elétrica, que podem deixar bairros sem luz por horas ou dias. Quedas de árvores sobre fios e postes são comuns em ventanias acima de 80 km/h. Alagamentos pontuais também merecem atenção em regiões baixas ou próximas a rios e córregos, onde o volume rápido de água pode surpreender motoristas e pedestres.
As autoridades recomendam que os moradores realizem vistorias preventivas em suas residências. É importante fixar telhados, retirar objetos soltos de quintais e varandas, como móveis, vasos e materiais de construção, e limpar calhas e ralos para evitar obstruções. Motoristas devem redobrar a atenção no trânsito, evitando áreas alagadas e reduzindo a velocidade em trechos com risco de ventos laterais.
Em caso de emergência, a orientação é acionar imediatamente os serviços públicos. A Defesa Civil atende pelo telefone 199, enquanto o Corpo de Bombeiros pode ser contatado pelo 193. Equipes de prontidão estão preparadas para atender ocorrências relacionadas a quedas de árvores, inundações e avaliações estruturais.
O alerta laranja classifica o evento como de “perigo”, um nível intermediário na escala do Inmet, abaixo do vermelho (grande perigo), mas acima do amarelo (perigo potencial). Isso significa que, embora nem todas as áreas sejam igualmente afetadas, a probabilidade de impactos significativos é elevada o suficiente para justificar preparativos.
Além das ações individuais, prefeituras da região têm reforçado o monitoramento de pontos críticos, como pontes, encostas e sistemas de drenagem urbana. Em Criciúma, por exemplo, equipes técnicas verificam regularmente áreas históricas de alagamento para antecipar intervenções.
A população também recebe orientações sobre segurança durante os temporais: evitar abrigo sob árvores ou estruturas frágeis, não utilizar equipamentos elétricos durante raios e, se possível, desligar o quadro geral de energia em caso de ventos muito fortes. Famílias com idosos, crianças pequenas ou pessoas com mobilidade reduzida devem priorizar planos de proteção, como identificar abrigos seguros dentro de casa.
Eventos climáticos como esse reforçam a importância da prevenção contínua em Santa Catarina, estado sujeito a variações meteorológicas intensas ao longo do ano. Investimentos em infraestrutura urbana, conscientização ambiental e sistemas de alerta precoce têm ajudado a reduzir danos em episódios recorrentes.
Enquanto o sistema avança, a recomendação unânime das autoridades é manter-se informado por canais oficiais e evitar a disseminação de informações não confirmadas. Pequenas atitudes preventivas, como o reforço de estruturas e a redução de deslocamentos desnecessários, podem fazer grande diferença na minimização de riscos.
A previsão indica que, após a passagem do sistema, o tempo deve apresentar melhora gradual, com redução da instabilidade. Até lá, a prioridade permanece na proteção da vida e do patrimônio. Moradores da região Sul catarinense devem seguir atentos às atualizações meteorológicas e às orientações das defesas civis municipais.
A situação reforça o compromisso coletivo com a segurança em um cenário de mudanças climáticas que intensificam eventos extremos. Com planejamento e cooperação, é possível atravessar o período de alerta com o mínimo de transtornos possível.



