USA comunica o falecimento do republicano norte-americano Lindsey Graham aos 71 anos

O senador republicano norte-americano Lindsey Graham morreu aos 71 anos, conforme informou seu gabinete neste domingo (12). De acordo com a nota oficial, o parlamentar faleceu no sábado (11) após enfrentar uma doença descrita como breve e repentina. Equipes de emergência chegaram a ser acionadas para atender uma ocorrência de parada cardíaca na residência do senador, em Capitol Hill, em Washington. A morte provocou manifestações de pesar entre autoridades dos Estados Unidos e aliados internacionais, encerrando a trajetória de um dos políticos mais influentes do Partido Republicano nas últimas décadas.
Natural da Carolina do Sul, Graham construiu uma carreira de destaque no Congresso dos Estados Unidos. Ele iniciou sua trajetória política ao ser eleito para a Câmara dos Representantes em 1994 e, oito anos depois, conquistou uma vaga no Senado, onde permaneceu por mais de duas décadas. Ao longo desse período, ocupou posições estratégicas em importantes comissões, incluindo Orçamento, Judiciário, Apropriações e Meio Ambiente e Obras Públicas. Antes da vida política, atuou como advogado da Força Aérea dos Estados Unidos e integrou a Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul, experiência que influenciou sua atuação em temas ligados à segurança nacional e defesa.
Lindsey Graham também ficou conhecido por sua relação com o presidente Donald Trump. Durante as prévias republicanas de 2016, tornou-se um dos críticos mais duros do empresário, chegando a afirmar que a indicação de Trump poderia levar o partido ao fracasso. Entretanto, após a vitória do republicano nas eleições presidenciais, mudou de postura e passou a integrar o círculo de aliados mais próximos do presidente no Congresso. Mesmo assim, em determinados momentos manteve posições independentes, como quando criticou o perdão concedido por Trump a centenas de envolvidos na invasão ao Capitólio, em janeiro de 2021, alertando para o risco de novos episódios de violência política.
Na política internacional, Graham era considerado um dos principais defensores de uma atuação firme dos Estados Unidos em conflitos externos. O senador apoiava o envio de ajuda militar à Ucrânia desde o início da guerra contra a Rússia, defendia uma parceria estratégica com Israel e mantinha uma postura rigorosa em relação ao Irã. Sua atuação lhe garantiu reconhecimento entre governos aliados de Washington. Após a confirmação de sua morte, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou estar profundamente entristecido e destacou que Graham esteve ao lado do país em momentos considerados decisivos para sua segurança.
Poucos dias antes de morrer, o senador esteve em Kiev, onde participou de uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Durante a visita, comentou que a influência da China seria determinante para uma eventual solução negociada do conflito, afirmando que o caminho para a paz dependeria mais de Pequim do que das capitais diretamente envolvidas na guerra. A declaração refletia sua visão sobre a crescente importância da China na geopolítica mundial e sua preocupação com o equilíbrio das relações internacionais em meio às disputas entre as grandes potências.
A morte de Lindsey Graham representa o encerramento da carreira de um dos parlamentares republicanos mais conhecidos de sua geração. Reconhecido por sua forte atuação em temas de defesa, política externa e segurança nacional, ele exerceu influência significativa nos debates do Senado ao longo de mais de 20 anos. O presidente Donald Trump lamentou a perda e classificou Graham como um “patriota trabalhador” e uma das maiores figuras que conheceu na política americana. Sem deixar esposa ou filhos, o senador deixa um legado marcado por posições firmes, mudanças de alinhamento político e participação ativa em alguns dos principais debates nacionais e internacionais dos Estados Unidos.



