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Ex-ministra Ann Widdecombe é encontrada sem vida; homem é preso

A ex-ministra britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência na vila de Haytor, no condado de Devon, na Inglaterra. O caso está sendo tratado pelas autoridades como homicídio, e um homem de 26 anos foi preso sob suspeita de participação no crime. A investigação segue em andamento, enquanto a polícia busca esclarecer as circunstâncias da morte de uma das figuras mais conhecidas da política conservadora britânica.

De acordo com a polícia de Devon e Cornwall, agentes foram acionados na manhã de quinta-feira (9) após uma equipe do serviço de ambulâncias solicitar apoio ao atender uma ocorrência na casa da ex-ministra. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Ann Widdecombe com ferimentos considerados graves. Apesar dos esforços das equipes de emergência, a morte foi confirmada ainda na residência.

Logo após o início das investigações, a polícia identificou e prendeu um suspeito de 26 anos na cidade de Newton Abbot, localizada a aproximadamente 16 quilômetros de Haytor. O homem permanece sob custódia para interrogatório, mas sua identidade não foi divulgada oficialmente. Até o momento, os investigadores não informaram qual seria a possível motivação do crime nem revelaram detalhes sobre a relação entre o suspeito e a vítima.

Durante entrevista coletiva, o vice-chefe da polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, afirmou que, até o estágio atual das investigações, não existem indícios de motivação política. Segundo ele, o caso também não está sendo tratado como um ato de terrorismo, apesar da relevância pública da vítima. A prioridade das autoridades é reunir provas, ouvir testemunhas e reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte.

A polícia mantém uma grande operação na região onde Ann Widdecombe vivia. Equipes especializadas realizam perícias na residência e em áreas próximas, enquanto investigadores recolhem imagens de câmeras de segurança e buscam informações que possam contribuir para a apuração do caso. As autoridades também fizeram um apelo para que qualquer pessoa que tenha visto movimentações suspeitas ou possua informações relevantes procure imediatamente a polícia.

A inspetora-chefe Ilona Rosson classificou o episódio como uma tragédia e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da ex-ministra. Segundo ela, toda a estrutura da corporação está mobilizada para garantir uma investigação rápida e completa, permitindo que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

Ann Widdecombe teve uma longa trajetória na política do Reino Unido. Nascida em 1947, na cidade de Bath, iniciou sua carreira parlamentar na década de 1980 e permaneceu como deputada por Maidstone durante mais de duas décadas. Ao longo desse período, ocupou cargos importantes nos governos conservadores, incluindo funções ligadas aos ministérios do Interior e do Emprego durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major.

Nos anos seguintes, Widdecombe tornou-se uma das principais defensoras da saída do Reino Unido da União Europeia. Seu apoio ao Brexit a levou a integrar o então Partido do Brexit, pelo qual foi eleita eurodeputada entre 2019 e 2020. Mais recentemente, passou a atuar no Reform UK, legenda liderada por Nigel Farage, onde exercia a função de porta-voz em temas relacionados à imigração, segurança pública e Justiça.

Além da política, Ann Widdecombe também conquistou espaço na televisão britânica. Após deixar o Parlamento, participou de programas de entretenimento bastante populares, como o Strictly Come Dancing, em 2010, e o Celebrity Big Brother, em 2018. As aparições ampliaram sua popularidade junto ao público e consolidaram sua imagem como uma personalidade conhecida em diferentes áreas da vida pública.

A notícia de sua morte provocou forte repercussão no Reino Unido. O primeiro-ministro, Keir Starmer, lamentou o ocorrido e classificou o assassinato como um episódio chocante. Em nota, ele prestou solidariedade aos familiares da ex-ministra e afirmou ter conversado com lideranças políticas para defender união e respeito durante este momento de luto.

A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, declarou estar profundamente abalada com a notícia e afirmou que seu coração está com a família de Widdecombe. Já a ministra do Interior, Shabana Mahmood, pediu cautela à população e reforçou a importância de evitar especulações que possam prejudicar o trabalho da polícia enquanto as investigações continuam.

Com um suspeito já preso, a expectativa agora é que os investigadores consigam esclarecer rapidamente as circunstâncias do crime. Até o momento, as autoridades britânicas reforçam que nenhuma hipótese foi completamente descartada e que novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e a conclusão das perícias realizadas no local.

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