Detenta assume ter tirado a vida de “Bibi Perigosa” em presídio de Criciúma

Um episódio registrado na Penitenciária Feminina de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, segue repercutindo e sendo investigado pelas autoridades estaduais. O caso envolve a morte de Gabriela Ribeiro Lebarbechon, de 24 anos, conhecida dentro do sistema prisional catarinense pelo apelido de “Bibi Perigosa”.
De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri), uma das detentas apontadas como envolvidas no ocorrido assumiu a autoria da ação durante os procedimentos conduzidos pelas autoridades. A confissão foi registrada após o fato ocorrido no último domingo, dia 21 de junho.
Segundo a nota divulgada pela secretaria, a situação foi identificada por volta das 15h30. Assim que os agentes penitenciários perceberam o que estava acontecendo, os protocolos de emergência previstos para esse tipo de ocorrência foram imediatamente colocados em prática.
A equipe da unidade realizou os primeiros atendimentos enquanto acionava o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conforme a Sejuri, todas as medidas consideradas necessárias foram adotadas com o objetivo de prestar assistência à custodiada.
Após a ocorrência, as internas envolvidas foram encaminhadas à autoridade policial responsável. A suspeita que confessou participação no caso foi presa em flagrante, seguindo os procedimentos previstos na legislação brasileira.
Embora a confirmação da autoria represente um avanço importante para a investigação, diversos pontos ainda permanecem sem esclarecimento. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a dinâmica dos acontecimentos nem sobre o que teria motivado a ação dentro da unidade prisional.
A apuração agora segue sob responsabilidade da Polícia Civil e também da Polícia Científica de Santa Catarina. Os órgãos trabalham em conjunto para reunir elementos que permitam reconstruir com precisão tudo o que ocorreu naquele domingo.
Um dos documentos mais aguardados pelas autoridades é o laudo pericial definitivo. O material deverá fornecer informações técnicas fundamentais para esclarecer as circunstâncias do caso e contribuir para a conclusão das investigações.
Casos registrados dentro de estabelecimentos prisionais costumam exigir análises detalhadas devido à complexidade do ambiente e à necessidade de ouvir diferentes testemunhas, além de confrontar relatos com evidências técnicas. Por esse motivo, os investigadores evitam antecipar conclusões antes da finalização dos exames e da coleta completa de informações.
O episódio também reacendeu discussões sobre segurança, monitoramento e gestão das unidades prisionais brasileiras. Especialistas da área destacam que a manutenção da ordem dentro dos presídios depende de uma combinação de fatores, incluindo vigilância constante, protocolos de prevenção e rápida resposta diante de situações inesperadas.
Enquanto as investigações avançam, familiares, autoridades e a própria administração penitenciária aguardam os resultados oficiais que poderão esclarecer definitivamente o que aconteceu. Até lá, as informações seguem sendo tratadas com cautela pelos órgãos responsáveis.
A Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social reforçou que continua colaborando integralmente com os trabalhos conduzidos pelas forças de segurança e pelos peritos responsáveis pelo caso. A expectativa é de que os próximos relatórios técnicos ajudem a preencher as lacunas ainda existentes e permitam uma compreensão completa dos fatos.



