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Ancelotti abre o jogo sobre Neymar

Carlo Ancelotti trabalha com a expectativa de ter Neymar de volta em campo na partida do Brasil contra a Escócia, marcada para a próxima quarta-feira (24), pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A possibilidade do retorno do camisa 10 movimenta a preparação da seleção brasileira e também muda a temperatura em torno do jogo, já que a presença do principal nome técnico do elenco pode alterar não só o desempenho da equipe, mas também o chaveamento na sequência do torneio. Depois de ficar fora dos dois primeiros compromissos por causa de uma lesão na panturrilha direita, Neymar voltou a ser tratado como opção real pela comissão técnica, que trabalha para tê-lo em condições de atuar no momento decisivo da fase de grupos.

Segundo Ancelotti, a expectativa é de que o atacante seja reintegrado plenamente ao elenco principal na segunda-feira (22), quando o Brasil entra na reta final de preparação para enfrentar os escoceses. O jogador segue um cronograma específico de recuperação após sofrer uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, problema que o tirou das partidas contra Marrocos e Haiti. Mesmo sem o craque, a seleção conseguiu somar pontos e se manter em situação confortável no grupo, mas a presença de Neymar é vista como peça importante para elevar o nível técnico da equipe e dar mais criatividade ao setor ofensivo justamente no momento em que a Copa começa a apertar de verdade.

A ausência do camisa 10 foi um dos assuntos mais comentados nos primeiros jogos do Brasil no Mundial. Contra o Marrocos, a seleção teve dificuldades para impor ritmo e criar jogadas com constância. Diante do Haiti, apesar da vitória por 3 a 0, o time ainda oscilou e foi alvo de cobranças por parte de torcedores e comentaristas, principalmente pela lentidão em alguns momentos e pela falta de brilho de nomes importantes do ataque. Nesse cenário, a volta de Neymar representa não apenas o retorno de um titular, mas a recuperação de um jogador que concentra a articulação ofensiva, a bola parada e boa parte da capacidade de desequilíbrio individual da equipe.

Ancelotti, no entanto, adota cautela pública ao tratar da utilização do atacante. A comissão técnica sabe que forçar o retorno de um jogador com lesão muscular em plena Copa pode ser um erro caríssimo. Por isso, o plano é avaliar a evolução clínica dia a dia, observando resposta a treinos, carga física e segurança para suportar um jogo de alto nível. A tendência, neste momento, é que Neymar participe normalmente das atividades com bola no início da semana e seja testado em condições mais próximas das exigências de partida. Só depois disso a comissão decidirá se ele começa entre os titulares ou se será preservado para entrar no decorrer do confronto contra a Escócia.

A partida ganhou peso extra justamente por definir a posição do Brasil no grupo e, por consequência, o caminho no mata-mata. Dependendo da combinação de resultados, a seleção pode avançar em primeiro ou em segundo, o que muda completamente o nível de dificuldade nas oitavas de final. Ter Neymar disponível nesse contexto é visto como um trunfo importante, porque permite a Ancelotti ampliar o repertório ofensivo da equipe e oferece uma referência técnica em um jogo que pode exigir mais controle emocional e capacidade de decidir em lances curtos. Em Copa do Mundo, esse tipo de detalhe costuma separar uma classificação tranquila de um drama desnecessário.

Além do aspecto esportivo, a possível volta de Neymar também mexe com o ambiente externo da seleção. O atacante continua sendo o rosto mais midiático do time brasileiro e sua presença em campo altera a repercussão do jogo, o interesse da torcida e a pressão sobre a equipe. Mesmo em um momento de desgaste de imagem com parte do público, ele segue como a principal figura individual do elenco. Para Ancelotti, isso pode ser útil desde que o retorno venha acompanhado de boas condições físicas e não apenas de expectativa. O treinador sabe que colocar Neymar em campo abaixo do ideal pode transformar uma solução em problema — e, convenhamos, Copa do Mundo não é lugar para romantismo médico.

A tendência, portanto, é que os próximos treinos sejam decisivos para bater o martelo. Se Neymar responder bem e não apresentar limitações, a seleção brasileira pode ganhar reforço justamente no jogo mais importante da primeira fase. Se houver qualquer sinal de risco, a comissão deve segurar o camisa 10 por mais alguns dias e pensar no mata-mata. No fim das contas, o cenário é esse: Ancelotti quer Neymar em campo contra a Escócia, o Brasil gostaria de ter seu principal nome de volta, e a torcida também. Falta o detalhe mais importante — o corpo do jogador concordar com o plano. 

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