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Frio intenso vai aumentar ainda mais em todas as regiões do Brasil

O inverno de 2026 ainda nem começou oficialmente, mas os brasileiros já devem sentir os primeiros reflexos da estação nos próximos dias. A nova estação terá início às 5h24 deste domingo (21), no horário de Brasília, marcando o solstício de inverno e a noite mais longa do ano. Segundo as projeções meteorológicas, uma intensa massa de ar frio deve avançar pelo país logo na primeira semana da estação, trazendo temperaturas mais baixas para grande parte do Centro-Sul e inaugurando um período que promete contrastes climáticos entre as diferentes regiões brasileiras.

As previsões indicam que os episódios de frio mais expressivos estarão concentrados justamente no início do inverno. Entre os dias 22 e 30 de junho, uma ampla massa de ar polar deve atingir estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, provocando uma queda significativa nas temperaturas. O fenômeno também poderá ser sentido em áreas da Região Norte, especialmente em Rondônia, Acre e no sul do Amazonas, onde a conhecida friagem costuma alterar temporariamente o clima quente predominante. A expectativa é de que esse primeiro evento climático seja apenas o início de uma sequência de incursões de ar frio ao longo das próximas semanas.

Julho aparece como o mês de maior destaque da estação. Meteorologistas apontam a chegada de duas fortes massas de ar frio, previstas para a metade e para o final do mês. Essas condições devem favorecer temperaturas muito baixas em estados do Sul e em partes do Sudeste, além da possibilidade de formação de geadas em áreas tradicionalmente afetadas pelo fenômeno. Em alguns pontos mais elevados da Região Sul, os termômetros poderão registrar marcas próximas ou inferiores a zero grau, reforçando o caráter típico do inverno brasileiro nas áreas de maior altitude.

Outro aspecto que chama a atenção é a possibilidade de o ar frio avançar para regiões onde esse tipo de fenômeno ocorre com menor frequência. Cidades localizadas em Goiás, no Distrito Federal e no norte de Minas Gerais poderão sentir os efeitos dessas massas polares, assim como áreas do extremo sul da Bahia. Além disso, há expectativa de condições favoráveis para a ocorrência de neve nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, especialmente nos primeiros dias da estação e durante os episódios mais intensos previstos para julho, embora o fenômeno continue sendo considerado raro.

Enquanto o frio ganha força em parte do país, o comportamento das chuvas também deve apresentar diferenças importantes entre as regiões. A previsão aponta volumes acima da média no Sul, cenário que pode favorecer períodos de instabilidade mais frequentes. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, pancadas de chuva fora da época habitual devem ocorrer ao longo da estação. Em contrapartida, o Norte e o Nordeste devem enfrentar um inverno marcado por tempo mais seco e temperaturas elevadas, mantendo características típicas dessa época do ano nessas regiões.

Apesar do início gelado, a tendência é que o inverno perca intensidade gradualmente a partir da segunda quinzena de agosto. Com o enfraquecimento das massas de ar polar, as temperaturas devem voltar a subir em diversas áreas do país, inclusive superando as médias históricas em algumas localidades. Agosto e setembro poderão registrar períodos de calor mais intenso no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de partes do Sudeste. Dessa forma, a estação de 2026 promete começar com frio expressivo e terminar com temperaturas mais elevadas, oferecendo um cenário climático dinâmico e cheio de variações para os brasileiros acompanharem ao longo dos próximos meses.

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