Laudo do menino que comeu bolo e partiu revela causa, avó fala

A investigação sobre a morte do menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, ganhou um novo capítulo nos últimos dias. O caso, que já havia causado grande comoção no Rio de Janeiro, teve um avanço importante após a divulgação do laudo toxicológico da Polícia Civil.
Arthur faleceu na última quinta-feira, após permanecer internado no Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz), em Nova Iguaçu. Desde os primeiros momentos, familiares relataram que a criança começou a apresentar sintomas preocupantes depois de consumir um pedaço de bolo que estava guardado em sua mochila.
Agora, o exame realizado pelos peritos confirmou a presença de terbufós-sulfóxido no organismo do menino. A substância é conhecida popularmente como “chumbinho” e costuma ser associada a produtos utilizados no controle de pragas. O resultado reforça a principal linha de investigação conduzida pelas autoridades.
Além disso, o laudo identificou vestígios de lidocaína e midazolam. Segundo informações preliminares, esses medicamentos podem ter sido administrados durante os atendimentos médicos realizados no hospital. A origem dessas substâncias ainda está sendo analisada pelos investigadores para que todas as circunstâncias sejam esclarecidas.
Enquanto a investigação avança, familiares tentam reconstruir os últimos momentos da rotina de Arthur. De acordo com relatos, o garoto passou o fim de semana com a mãe, Lidiane da Silva. Durante esse período, ele teria participado de um encontro familiar onde havia bolo entre os alimentos servidos.
Na manhã de segunda-feira, Arthur foi levado à escola pela mãe. Após o término das aulas, seguiu para a residência do pai, Ademir Mello, onde morava juntamente com a madrasta.
Segundo informações repassadas pela família, o menino encontrou em sua mochila um pedaço de bolo e decidiu consumi-lo em casa. Horas depois, começou a apresentar sinais de mal-estar. A situação se agravou rapidamente, levando o pai e a madrasta a procurarem atendimento médico.
Desde então, a busca por respostas se tornou uma prioridade para todos os envolvidos. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que já realizou depoimentos de familiares e testemunhas para entender o que aconteceu.
A despedida de Arthur foi marcada por emoção e homenagens. Amigos, parentes e moradores da região participaram das cerimônias de despedida. Balões brancos foram lançados ao céu enquanto mensagens de carinho e pedidos por justiça eram compartilhados entre os presentes.
A avó paterna do menino, Zilanir Mello, falou sobre a dor enfrentada pela família e pediu que as investigações continuem até que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Em suas declarações, ela destacou que Arthur era uma criança saudável e querida por todos ao seu redor.
O pai, Ademir Mello, também se manifestou publicamente. Em um momento de forte emoção, afirmou que o principal desejo da família é que a verdade seja descoberta. Ele ressaltou a importância do trabalho das autoridades e demonstrou confiança de que a investigação poderá apontar responsabilidades de forma justa e transparente.
Enquanto o inquérito segue em andamento, o caso continua mobilizando a população e gerando grande repercussão nas redes sociais. A expectativa agora é que os próximos laudos, depoimentos e análises ajudem a esclarecer definitivamente o que aconteceu com Arthur, oferecendo respostas à família e à sociedade.



