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Mulher falece em queda enquanto aplicava repelente durante passeio

A morte de Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, durante um passeio de ecoturismo em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, gerou grande comoção e reacendeu o debate sobre segurança em atividades de aventura realizadas em áreas naturais. O acidente aconteceu no último domingo (14), na conhecida Gruta do Spar, um dos destinos procurados por praticantes de trilhas e rapel. O caso chamou a atenção não apenas pelas circunstâncias da ocorrência, mas também por envolver uma participante experiente em atividades ao ar livre, que estava acompanhada de um grupo organizado e supervisionado por um guia especializado.

De acordo com informações apuradas pelas autoridades, Rosemary participava de uma expedição com outras 15 pessoas quando se preparava para iniciar uma descida de rapel em uma área de difícil acesso. O grupo estava sob a responsabilidade de um guia que atua há anos no segmento de ecoturismo na região. Segundo relatos apresentados à polícia, a mulher já utilizava os equipamentos recomendados para a atividade quando ocorreu o incidente. Amigos que estavam presentes afirmaram que tudo aconteceu em poucos segundos, sem qualquer sinal prévio que pudesse indicar a situação que se desenrolaria logo em seguida.

As informações reunidas até o momento apontam que Rosemary fazia os últimos preparativos antes da descida quando perdeu o equilíbrio em um trecho considerado bastante inclinado da trilha. Testemunhas relataram que ela aplicava repelente no momento do ocorrido. O guia responsável pela atividade informou que tentou agir rapidamente para ajudá-la, chegando a se projetar em sua direção enquanto se segurava na vegetação próxima para evitar ser arrastado junto. Apesar da tentativa imediata de socorro, não foi possível impedir a queda. Um dos amigos da vítima resumiu a situação afirmando que tudo aconteceu de maneira extremamente rápida, surpreendendo todos os participantes presentes no local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após o acidente e iniciou os procedimentos de resgate na área de mata fechada. No entanto, quando as equipes chegaram ao ponto indicado, Rosemary já não apresentava sinais vitais. Moradora de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ela era conhecida entre familiares e amigos pelo entusiasmo com viagens, trilhas e contato com a natureza. Nas redes sociais, diversas mensagens destacaram sua alegria, disposição e paixão por conhecer novos lugares, características que marcaram sua trajetória e motivaram inúmeras homenagens após a divulgação da notícia.

A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer todos os detalhes relacionados ao caso. O delegado responsável informou que o guia já prestou depoimento e declarou possuir certificações e qualificações para conduzir atividades desse tipo. A documentação apresentada será analisada pelas autoridades, que também pretendem ouvir outras testemunhas e avaliar as condições do local. O objetivo é entender exatamente como ocorreu o acidente e verificar se todos os protocolos de segurança previstos para esse tipo de atividade foram devidamente observados pelos organizadores e participantes.

O episódio também trouxe novamente à discussão a necessidade de fiscalização constante e de regras claras para atividades de ecoturismo e aventura no Brasil. Especialistas destacam que práticas como trilhas, escaladas e rapel podem proporcionar experiências enriquecedoras, mas exigem planejamento rigoroso, equipamentos adequados e atenção permanente aos riscos naturais do ambiente. Enquanto a investigação segue em andamento, amigos e familiares de Rosemary continuam prestando homenagens e recordando momentos marcantes ao lado da carioca, cuja história agora também serve de alerta sobre a importância da segurança em atividades realizadas em áreas de aventura e contemplação da natureza.

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