Ponte do Esqueleto: Vídeo de instrutor preso volta a circular na internet

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, continua gerando comoção e novas revelações. A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura sem estar presa à corda de segurança e morreu no local após sofrer politraumatismo grave. O caso, ocorrido em 13 de junho, expôs falhas graves de segurança em uma atividade que atrai praticantes de esportes radicais na região.
Três instrutores responsáveis pela operação foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas. Entre eles está Luis Felipe Feliciano Egoroff, integrante de uma equipe de esportes de aventura. A polícia investiga o crime como homicídio com dolo eventual, ou seja, quando os responsáveis assumem o risco de produzir o resultado morte. Testemunhas relataram que a corda de segurança permaneceu na plataforma enquanto Maria Eduarda era lançada no vazio.
Enquanto as investigações avançam, um vídeo antigo protagonizado por um dos instrutores presos ganhou nova repercussão nas redes sociais. Registrado em 2021 na mesma Ponte do Esqueleto, o material mostra um volume envolto em sacos plásticos pretos, simulando um corpo, sendo arremessado da estrutura como parte de um stunt promocional. A publicação, feita na época pelo próprio Egoroff, utilizava expressões como “desovando corpo” para chamar atenção para o conteúdo de aventura radical.
O vídeo, que não registra crime real, mas uma encenação para fins de marketing, agora é visto como símbolo da cultura irresponsável adotada pelo grupo. Usuários das redes têm compartilhado o material ao lado das imagens do acidente de Maria Eduarda, questionando o nível de profissionalismo e a seriedade com que a equipe tratava os riscos envolvidos na prática do rope jump.
Especialistas em segurança de esportes radicais consultados por diferentes veículos destacam que atividades como essa exigem rigorosos protocolos de checagem dupla e autorização dos órgãos competentes. No caso da Ponte do Esqueleto, uma estrutura desativada, a operação ocorria de forma irregular, sem supervisão oficial, o que agravou as circunstâncias da tragédia.
A família de Maria Eduarda manifestou indignação com a forma como a atividade era conduzida e cobra respostas claras sobre as falhas que permitiram o acidente. Amigos e parentes criaram campanhas nas redes sociais pedindo justiça e maior fiscalização para práticas esportivas de alto risco no estado.
A Polícia Civil de Limeira segue colhendo depoimentos e analisando imagens do dia do acidente. Até o momento, as autoridades não descartam o envolvimento de outras pessoas na organização dos saltos. O caso permanece em fase de investigação e deve ganhar desdobramentos nas próximas semanas.



