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Deolane Bezerra toma atitude drástica na prisão, diz irmã

A influenciadora digital Deolane Bezerra, conhecida por sua forte presença nas redes sociais e envolvimento com o universo do funk, vive momentos difíceis desde sua prisão preventiva em maio de 2026. Detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, a ex-participante de realities acumula denúncias sobre as condições precárias do sistema prisional. As informações mais recentes foram trazidas à público por sua irmã, Daniele Bezerra, que relatou situações alarmantes vividas pela influenciadora dentro da unidade.

Em entrevista exclusiva, Daniele descreveu um cenário de insalubridade chocante. Segundo ela, Deolane teria recebido pratos de refeição que, horas antes, foram utilizados por outras detentas para necessidades fisiológicas dentro das celas. A falta de higiene adequada na devolução dos utensílios à cozinha teria transformado o jantar em um momento de repulsa e risco à saúde das presas, agravando ainda mais o desconforto diário na prisão.

A irmã da influenciadora também revelou que Deolane precisou lidar com pragas no interior da cela. Em uma única noite, a detenta teria matado quatro escorpiões, demonstrando a vulnerabilidade estrutural do presídio. Esses relatos pintam um quadro de instalações inadequadas, onde a presença de animais peçonhentos representa perigo constante, especialmente durante o período noturno, quando a movimentação nas celas é restrita.

Daniele relatou ainda que a influenciadora tem sofrido crises de pânico frequentes. O medo de ficar sozinha na cela, combinado às condições insalubres e ao estresse da detenção, tem afetado significativamente o estado emocional de Deolane. A família busca suporte psicológico e medidas judiciais para amenizar o sofrimento, alegando que a situação extrapola os limites do razoável para uma prisão preventiva.

A detenção de Deolane ocorreu no âmbito de uma operação policial que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora nega as acusações e se declara inocente, posicionamento compartilhado por seus familiares. A defesa tem argumentado que não existem provas consistentes contra ela e que a prisão seria desproporcional.

O caso reacende o debate sobre as condições das penitenciárias femininas no Brasil. Relatos recorrentes de superlotação, falta de higiene, presença de insetos e escassez de atendimento médico são comuns em diversas unidades do país, conforme dados de órgãos de direitos humanos. No entanto, quando envolvem figuras públicas, ganham maior visibilidade e pressão por fiscalização.

Enquanto aguarda o desenrolar do processo judicial, Deolane permanece na unidade de Tupi Paulista. A família continua mobilizada para acompanhar de perto sua situação e cobrar melhorias nas condições de detenção, reforçando a expectativa de que as autoridades competentes investiguem os relatos e garantam o respeito aos direitos básicos da presa.

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