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Relatos de testemunhas ajudaram a definir condenação no caso Henry

Os depoimentos da babá de Henry Borel e da filha de uma ex-companheira de Jairo de Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foram considerados decisivos para a condenação do ex-vereador pela morte do menino de 4 anos. As declarações foram apresentadas durante o julgamento que terminou com a sentença de 43 anos e 9 meses de prisão por tortura e homicídio.

O caso voltou a ganhar repercussão após o Fantástico revelar detalhes inéditos dos relatos que marcaram os 11 dias de julgamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo entrou para a história como o mais longo já realizado pela Corte fluminense.

Na madrugada da última quinta-feira (4), os sete jurados — cinco homens e duas mulheres — decidiram condenar Jairinho pelos crimes relacionados à morte de Henry Borel. Já Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão em um episódio de tortura e por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Apesar da condenação, ela recebeu perdão judicial e não cumprirá pena.

Durante o julgamento, os depoimentos apresentados pelas testemunhas ajudaram a reforçar a acusação de que Henry sofria episódios frequentes de violência antes de morrer. A babá da criança relatou situações que, segundo a investigação, demonstravam sinais de agressões e comportamento violento atribuído ao ex-vereador.

Outro depoimento considerado fundamental pelos promotores foi o da filha de uma ex-namorada de Jairinho. A testemunha descreveu episódios de violência que teria sofrido no passado e afirmou ter identificado comportamentos semelhantes aos apontados no caso Henry Borel.

As declarações tiveram forte impacto no plenário e ajudaram os jurados a construir a convicção de que existia um histórico de agressões envolvendo o ex-vereador. Segundo informações reveladas durante o julgamento, os relatos mostraram padrões de comportamento que foram considerados importantes para sustentar a acusação de tortura.

O julgamento mobilizou familiares, advogados, integrantes do Ministério Público e também a opinião pública, que acompanhou atentamente cada etapa do processo. Desde a morte de Henry, em março de 2021, o caso provocou grande comoção nacional e gerou debates sobre violência infantil e proteção de crianças.

Henry Borel morreu aos 4 anos após dar entrada em um hospital do Rio de Janeiro. As investigações apontaram que a criança apresentava diversas lesões pelo corpo. A partir das perícias e depoimentos colhidos ao longo da investigação, o Ministério Público sustentou que o menino era vítima de agressões recorrentes.

Ao longo dos 11 dias de julgamento, testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas em sessões marcadas por momentos de tensão e forte emoção. Os jurados também tiveram acesso a imagens, laudos periciais e detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil.

A decisão dos jurados encerrou uma das fases mais aguardadas do caso, mas o processo ainda pode ter novos desdobramentos jurídicos por parte das defesas dos condenados.

O caso Henry Borel se tornou um dos episódios criminais de maior repercussão dos últimos anos no Brasil. A morte do menino gerou manifestações públicas, mobilização nas redes sociais e também impulsionou discussões sobre a necessidade de mecanismos mais rigorosos de combate à violência contra crianças.

Após a condenação, familiares de Henry afirmaram sentir que a decisão representou um passo importante por justiça. Já os advogados de defesa de Jairinho seguem contestando pontos da acusação e podem recorrer da sentença.

As revelações feitas durante o julgamento também trouxeram novos detalhes sobre a rotina vivida pela criança antes da morte. Para investigadores e integrantes do Ministério Público, os depoimentos apresentados ao júri ajudaram a confirmar a tese de que Henry era submetido a episódios de violência física dentro do ambiente familiar.

O caso continua repercutindo nacionalmente e segue sendo acompanhado de perto pela sociedade devido à gravidade das acusações e ao impacto causado pela morte da criança.

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