Morre Erinaldo Cleibson aos 36 anos

Erinaldo Cleibson de Aquino, conhecido entre amigos e motociclistas como “Nado Aquino”, morreu após sofrer um grave acidente de moto durante uma viagem internacional pela América do Sul. Natural da cidade de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, ele seguia rumo ao Chile acompanhado de um grupo de motociclistas quando perdeu o controle da motocicleta e colidiu contra uma pedra na região de Susques, na Argentina. O acidente aconteceu na última terça-feira (19) e causou grande comoção entre familiares, amigos e integrantes de motoclubes de diferentes regiões do estado.
Segundo informações divulgadas pelo motoclube Ziellos Brasil nas redes sociais, Nado Aquino participava de uma expedição sobre duas rodas ao lado de amigos de Limoeiro, realizando um sonho compartilhado por muitos apaixonados pelo motociclismo: cruzar estradas internacionais em direção ao Chile. O grupo percorria rotas conhecidas entre motociclistas aventureiros, marcadas por paisagens montanhosas, longas distâncias e condições climáticas desafiadoras. Durante o trajeto pela região argentina de Susques, localizada próxima à Cordilheira dos Andes, Nado acabou sofrendo o acidente fatal e morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
A notícia da morte rapidamente se espalhou pelas redes sociais, mobilizando motociclistas, amigos e moradores de Pernambuco. Diversas mensagens de despedida passaram a ser compartilhadas em publicações feitas pelo motoclube Ziellos Brasil, que lamentou profundamente a perda do companheiro de estrada. Em nota emocionada, o grupo descreveu Nado como uma pessoa alegre, humilde e sempre disposta a cultivar amizades verdadeiras. A homenagem destacou ainda que ele morreu justamente vivendo aquilo que mais amava: viajar de moto, explorar estradas e viver experiências de liberdade sobre duas rodas.
“O Nado foi daqueles seres humanos raros, que carregava alegria, humildade e amizade verdadeira por onde passava”, escreveu o motoclube em uma publicação que recebeu centenas de comentários. A nota também afirmou que ele deixou marcas inesquecíveis em encontros, viagens e momentos compartilhados com amigos motociclistas. Para muitos integrantes do grupo, a paixão de Nado pelas motocicletas era mais do que um hobby — representava um estilo de vida construído em torno de amizade, companheirismo e espírito aventureiro.
Além das homenagens, amigos e familiares iniciaram uma campanha solidária para arrecadar recursos destinados ao traslado internacional do corpo para Pernambuco. Como o acidente aconteceu fora do Brasil, os custos burocráticos e logísticos para trazer o corpo até o país são considerados elevados. O motoclube Ziellos Brasil organizou uma mobilização nas redes sociais pedindo ajuda financeira para garantir uma despedida digna ao motociclista. As doações estão sendo feitas via Pix para familiares responsáveis pelos procedimentos funerários e pelo retorno do corpo ao estado de Pernambuco.
A morte de Nado Aquino reacendeu entre motociclistas debates sobre os riscos enfrentados em viagens internacionais de longa distância. Rotas pela América do Sul, especialmente em regiões montanhosas da Argentina e do Chile, exigem preparo físico, experiência, atenção constante e adaptação às mudanças climáticas e geográficas. Apesar disso, muitos apaixonados pelo motociclismo enxergam essas expedições como experiências únicas de liberdade e superação pessoal. Entre motociclistas, viajar quilômetros por estradas desconhecidas costuma significar muito mais do que turismo — é quase um ritual de conexão com a estrada e consigo mesmo.
Nas redes sociais, grupos de motociclistas de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e outros estados também prestaram homenagens a Nado Aquino. Fotos de encontros, viagens e eventos foram compartilhadas acompanhadas de mensagens de despedida e reconhecimento pela amizade cultivada ao longo dos anos. Muitos destacaram o espírito acolhedor do pernambucano e a forma leve como ele vivia cada viagem. Em várias publicações, amigos afirmaram que ele “partiu fazendo o que amava”, frase frequentemente utilizada para simbolizar sua ligação intensa com o motociclismo.
Enquanto familiares aguardam os trâmites para o traslado do corpo, amigos seguem mobilizados em apoio à família. A tragédia interrompeu uma viagem que simbolizava liberdade, realização pessoal e amizade, mas também deixou marcada a memória de alguém que transformava cada estrada em encontro e cada quilômetro em história. No universo dos motociclistas, dizem que algumas pessoas não apenas pilotam motos — elas carregam o espírito da estrada. Pelo tom das homenagens, Nado Aquino era exatamente esse tipo raro de viajante.



