Família do comandante Felipe Marques define destino do corpo

O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, faleceu no último domingo, 17 de maio de 2026, após uma longa batalha contra as graves sequelas de um ferimento sofrido em serviço. Monteiro integrava o Serviço Aeropolicial (SAER) do CORE e foi vítima de um tiro durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, zona oeste da capital fluminense. Sua morte gerou comoção entre colegas, autoridades e a população, que acompanharam as homenagens prestadas ao agente.
O incidente que mudou o rumo da vida do policial ocorreu em 20 de março de 2025. Durante uma ação policial na comunidade, o helicóptero em que Monteiro atuava como copiloto foi alvo de disparos de fuzil. Um projétil atingiu a aeronave e o acertou na região do pescoço e cabeça, causando lesões graves que incluíram fratura craniana. Apesar do ferimento, ele manteve a compostura e contribuiu para o pouso seguro da aeronave, evitando uma tragédia maior para toda a tripulação.
Nas semanas e meses seguintes, Monteiro foi submetido a múltiplas cirurgias e tratamentos intensivos. Ele permaneceu internado por mais de um ano, enfrentando complicações como infecções e os desafios de uma reabilitação complexa. Chegou a receber alta hospitalar em dezembro de 2025, mas continuou o processo de recuperação ambulatorial até que seu quadro se agravou novamente, culminando no óbito.
A despedida de Felipe Marques Monteiro contou com um emocionante cortejo pelas ruas do Rio de Janeiro na tarde de segunda-feira. O corpo saiu da Lagoa e percorreu diversos pontos da cidade, reunindo policiais, familiares e amigos que prestavam as últimas homenagens. O trajeto foi marcado por aplausos, bandeiras a meio mastro e demonstrações de respeito ao agente que dedicou a carreira ao combate ao crime.
O velório e a cremação ocorreram no Crematório da Penitência. Familiares e colegas descreveram Monteiro como um profissional dedicado, experiente e de espírito resiliente. Durante as cerimônias, relatos emocionados destacaram não apenas sua competência técnica como piloto, mas também seu caráter e compromisso com a segurança pública.
A morte de Monteiro reacendeu o debate sobre os riscos enfrentados pelos profissionais da segurança pública no Rio de Janeiro, especialmente em operações aéreas em áreas de conflito armado. Autoridades do governo estadual e da Secretaria de Polícia Civil manifestaram profundo pesar e reforçaram o compromisso com o apoio às famílias de policiais feridos ou mortos em serviço.
Felipe Marques Monteiro deixa um legado de bravura e dedicação. Seu caso simboliza os sacrifícios diários dos agentes que atuam nas linhas de frente do combate à criminalidade, servindo como lembrança da necessidade de valorização e proteção aos profissionais que arriscam a vida para proteger a sociedade.



