Esposa do comandante Felipe Marques se despede em última homenagem

O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, morreu neste domingo, 17 de maio, aos 45 anos. Monteiro foi vítima de um tiro na testa durante uma operação policial em março de 2025, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi atingido por disparos de fuzil disparados por criminosos na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Após mais de um ano de internação, cirurgias e recuperação, seu quadro clínico se agravou nos últimos dias, levando ao desfecho fatal.
O incidente ocorreu em 20 de março de 2025, durante uma ação coordenada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e o Serviço Aeropolicial (SAER). O helicóptero da corporação sobrevoava a região quando recebeu tiros de criminosos fortemente armados. Felipe foi atingido na região craniana e precisou ser resgatado em estado grave. O caso gerou comoção imediata entre agentes de segurança pública e mobilizou uma longa jornada de tratamento médico.
Internado por meses em unidades de alta complexidade, Monteiro passou por diversas cirurgias, incluindo a remoção de cerca de 40% do crânio. Apesar da gravidade do ferimento, ele demonstrou evolução gradual e recebeu alta hospitalar em dezembro de 2025, retornando para casa e mantendo contato com colegas e familiares. A recuperação, no entanto, foi marcada por desafios constantes, exigindo cuidados intensivos e acompanhamento neurológico permanente.
Nas últimas semanas, o estado de saúde de Felipe se deteriorou rapidamente. Complicações decorrentes das lesões e de procedimentos subsequentes, como a colocação de prótese craniana, resultaram em infecção e piora clínica irreversível. Ele voltou a ser internado e não resistiu, falecendo na manhã de domingo. A notícia foi recebida com profundo pesar por toda a comunidade de segurança pública do estado.
Viúva de Felipe, Keidna Marques prestou emocionada homenagem ao marido nas redes sociais. “O Felipe lutou como sempre viveu, com coragem, dignidade e fé”, escreveu ela, resumindo o espírito de um profissional que dedicou sua carreira ao serviço público. A mensagem repercutiu amplamente entre amigos, parentes e colegas de farda, que destacam a determinação do piloto mesmo diante da adversidade extrema.
A trajetória de Monteiro na Polícia Civil era marcada por dedicação e experiência em operações aéreas de alto risco. Como integrante do SAER, ele participava de missões de apoio aéreo, resgate e incursões em áreas dominadas pelo tráfico, contribuindo diretamente para a segurança da população carioca. Sua morte reacende o debate sobre os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais que atuam na linha de frente contra a criminalidade organizada.
O velório e o sepultamento de Felipe Marques Monteiro devem ocorrer nos próximos dias, com honras militares. Sua história permanece como símbolo da resiliência e do compromisso de servidores que, mesmo feridos, continuam lutando em nome do dever. Em um estado marcado pela violência urbana, casos como o dele reforçam a importância do reconhecimento e do apoio contínuo às forças de segurança e às suas famílias.



