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Caso de estudante em Goiânia surpreende após confissão de suspeito

A morte do estudante de Medicina Veterinária Luciano Milo, de 27 anos, causou grande comoção em Goiânia nesta semana. O caso, que segue sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás, ganhou repercussão após a prisão do principal suspeito, Wallyson Ascânio Tito, de 31 anos, localizado na região metropolitana da capital poucos dias depois do ocorrido.

Luciano morava sozinho em um apartamento no Setor Cidade Jardim e foi encontrado sem vida por familiares no último domingo (10). Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o suspeito confessou o crime durante depoimento às autoridades.

De acordo com o delegado Danilo Wendel, responsável pelo caso, Wallyson relatou que conheceu o estudante na manhã do mesmo dia, enquanto caminhava pelo Bairro Goiá. Ainda conforme o depoimento, os dois seguiram juntos até uma distribuidora de bebidas antes de irem ao apartamento da vítima, onde permaneceram por algumas horas.

A investigação aponta que, após um desentendimento e arrependimento relatado pelo suspeito, Luciano acabou sendo atacado dentro do imóvel. Depois disso, o investigado deixou o local levando alguns pertences pessoais da vítima, incluindo um notebook, que teria sido vendido posteriormente. O dinheiro, segundo ele, foi utilizado para compra de entorpecentes.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi o fato de o suspeito ter rompido a tornozeleira eletrônica que utilizava. O equipamento foi encontrado dentro do apartamento. A polícia informou ainda que Wallyson já possuía antecedentes criminais e havia sido preso anteriormente no interior de Goiás.

A prisão aconteceu na quarta-feira (13), nas proximidades de um bar em Trindade, após buscas realizadas por equipes da Polícia Militar. Desde então, o caso passou a repercutir intensamente nas redes sociais, especialmente entre estudantes universitários e moradores da capital goiana.

Amigos de Luciano usaram a internet para prestar homenagens e lamentar a perda precoce do jovem, descrito por colegas como uma pessoa tranquila, dedicada aos estudos e apaixonada pelos animais. Nas mensagens publicadas, muitos destacaram os sonhos interrompidos e o impacto da notícia entre familiares e amigos próximos.

O episódio também reacendeu debates sobre segurança, monitoramento de investigados e o uso de tornozeleiras eletrônicas no Brasil. Nos últimos meses, casos semelhantes registrados em diferentes estados voltaram a levantar questionamentos sobre fiscalização e reincidência criminal.

Em nota, a Polícia Civil reforçou que a divulgação das informações ocorreu dentro dos limites previstos pela legislação, respeitando normas relacionadas à preservação das investigações e ao interesse público. O órgão destacou ainda que todos os procedimentos seguiram as determinações legais vigentes.

Enquanto o inquérito avança, familiares e amigos aguardam respostas definitivas sobre o caso. A expectativa é que a investigação seja concluída nos próximos dias, permitindo que o suspeito responda formalmente pelos fatos apurados pela Justiça.

A morte de Luciano Milo deixa um clima de tristeza entre pessoas próximas e amplia o debate sobre violência urbana e vulnerabilidade em grandes cidades brasileiras. O caso segue mobilizando autoridades e gerando forte repercussão em Goiás.

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