Caso Primas no Paraná: Sumiço completa 24 dias e polícia foca em principal hipótese

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, continua mobilizando autoridades e causando comoção em todo o Paraná. Nesta sexta-feira (15), o caso completa 24 dias cercado de mistério, buscas intensas e inúmeras perguntas ainda sem respostas. As jovens foram vistas pela última vez após saírem de uma balada em Paranavaí, no Noroeste do estado, acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado pela Polícia Civil como principal investigado no caso que vem gerando enorme repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional.
Desde o desaparecimento das primas, familiares vivem dias de desespero e acompanham cada nova atualização da investigação com esperança de encontrar as jovens. A Polícia Civil confirmou que trabalha oficialmente com a hipótese de duplo homicídio, após reunir elementos considerados importantes durante a apuração. Apesar disso, até o momento, os corpos das jovens não foram localizados, e os investigadores seguem realizando operações em diferentes regiões do estado na tentativa de esclarecer o que realmente aconteceu na madrugada em que Sttela e Letycia desapareceram.
As investigações avançaram após a análise de imagens de câmeras de segurança e da movimentação do principal suspeito nos dias seguintes ao sumiço das primas. Segundo os investigadores, Clayton retornou sozinho para a cidade de Cianorte entre os dias 22 e 23, sem a caminhonete utilizada na viagem para Paranavaí. Posteriormente, o veículo foi identificado como clonado, fato que aumentou ainda mais as suspeitas em torno do investigado. Após isso, ele teria desaparecido novamente utilizando uma motocicleta e deixando o próprio celular para trás, comportamento considerado atípico e suspeito pela polícia.
Outro detalhe que chamou a atenção das autoridades foi o histórico criminal do homem investigado. Conforme divulgado pela Polícia Civil, Clayton possui antecedentes por tráfico de drogas, roubo agravado, porte ilegal de arma, cárcere privado e uso de identidade falsa. Além disso, havia contra ele um mandado de prisão em aberto relacionado a um roubo ocorrido em 2023 na região de Apucarana. Os investigadores também descobriram que o suspeito utilizava o nome falso de “Davi” para frequentar festas e baladas da região e se aproximar de jovens mulheres.
Enquanto o paradeiro das primas segue desconhecido, equipes especializadas continuam realizando buscas em áreas rurais de Paranavaí e cidades vizinhas. Policiais militares, agentes da Polícia Civil, integrantes do BOPE, cães farejadores e drones participam das operações montadas para tentar localizar qualquer pista que possa levar às jovens ou ao suspeito. As buscas têm sido concentradas principalmente em locais onde houve registro do último sinal de celular de uma das vítimas, além de áreas apontadas durante as investigações como possíveis rotas utilizadas após o desaparecimento.
O sofrimento da família das jovens tem emocionado milhares de pessoas nas redes sociais. A mãe de Sttela, Ana Erli Melegari, concedeu entrevistas nos últimos dias e revelou viver momentos de angústia enquanto aguarda respostas sobre o paradeiro da filha e da sobrinha. Mesmo diante das suspeitas levantadas pela investigação, ela afirmou que ainda mantém esperança de encontrar as duas com vida. “Meu coração de mãe diz que elas estão vivas, mas sofrendo muito”, declarou emocionada durante conversa com a imprensa local, frase que acabou repercutindo amplamente entre internautas.
O caso das primas desaparecidas em Paranavaí segue como uma das investigações mais acompanhadas do país nas últimas semanas. A cada novo detalhe divulgado, cresce a expectativa por respostas concretas que possam esclarecer o destino de Sttela e Letycia. Enquanto isso, familiares, amigos e moradores da região continuam mobilizados em correntes de oração e campanhas nas redes sociais pedindo justiça e informações que possam ajudar a polícia. As autoridades reforçam que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito ou das jovens pode ser repassada de forma anônima aos canais oficiais de denúncia.



