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“Não esperava isso”: Mãe de suspeito rompe o silêncio sobre sumiço de primas no Paraná

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, continua provocando forte comoção no Paraná e mobilizando equipes das forças de segurança em diferentes cidades do estado. Enquanto as investigações avançam, um novo capítulo chamou atenção neste fim de semana: a mãe de Clayton Antonio da Silva Cruz, principal suspeito apontado pela Polícia Civil, decidiu falar publicamente sobre o caso pela primeira vez. O depoimento emocionado da mulher aumentou ainda mais a repercussão em torno do desaparecimento das jovens, que seguem sem paradeiro conhecido desde o mês passado.

Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos “Sagaz”, “Dog Dog” e “Cleitinho”, está foragido e é considerado peça central na investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná. Segundo as autoridades, além de ser investigado pelo desaparecimento das primas, ele possui condenações anteriores relacionadas a crimes de roubo agravado e tráfico de drogas. A polícia acredita que o suspeito pode ter informações decisivas para esclarecer o que aconteceu após o encontro das jovens com ele na noite em que desapareceram.

Em entrevista concedida ao Programa do Tatu, da RedeTV! Paraná, a mãe de Clayton apareceu bastante abalada emocionalmente ao comentar a situação envolvendo o filho. Durante a conversa, ela afirmou nunca ter imaginado vê-lo associado a um caso de tamanha repercussão. “Muito triste, muito triste”, declarou emocionada. Em seguida, a mulher falou sobre o impacto que as investigações vêm causando dentro da própria família. “Eu nunca esperava isso. Eu não esperava isso do meu filho”, afirmou durante o desabafo exibido pela emissora.

As investigações apontam que Sttela e Letycia desapareceram após saírem para participar de uma suposta festa no interior do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, as duas teriam entrado em um veículo ligado ao principal suspeito e nunca mais mantiveram contato com familiares ou amigos. Desde então, equipes policiais realizam buscas em áreas rurais, analisam imagens de câmeras de segurança e monitoram movimentações atribuídas a Clayton nos dias seguintes ao desaparecimento das jovens.

A principal linha de investigação trabalha atualmente com hipóteses consideradas graves pelas autoridades. Entre elas estão sequestro, cárcere privado e possível duplo homicídio. Apesar disso, a Polícia Civil mantém parte dos detalhes sob sigilo para não comprometer o andamento das diligências. O caso ganhou repercussão nacional e passou a ser acompanhado de perto por moradores da região, além de milhares de pessoas nas redes sociais que seguem compartilhando informações e mensagens de apoio às famílias das jovens desaparecidas.

Durante a entrevista, a mãe de Clayton também fez um apelo público direcionado ao filho. Visivelmente emocionada, ela pediu que ele revele qualquer informação relacionada ao paradeiro das jovens. “Filho, o que você fez com essas meninas? Fala, pelo amor de Deus. Fala para alguém”, declarou. Em outro momento, reforçou o pedido para que qualquer informação seja comunicada às autoridades responsáveis pela investigação. A fala repercutiu intensamente nas redes sociais e gerou novas manifestações de solidariedade às famílias de Sttela e Letycia.

Enquanto as buscas continuam, familiares das primas vivem dias de angústia e expectativa por respostas. A Polícia Civil segue realizando diligências e tentando localizar Clayton Antonio da Silva Cruz, considerado fundamental para esclarecer os fatos. Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190. O caso permanece como um dos mais acompanhados do Paraná nas últimas semanas, mantendo a população em alerta diante de um desaparecimento que ainda levanta muitas perguntas sem respostas.

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