Jornalista de 33 anos morre em Maringá e gera comoção

A morte da jornalista Angélica da Costa Nogaroto causou forte comoção entre profissionais da comunicação e moradores de Maringá nesta semana. Aos 33 anos, Angélica faleceu na quarta-feira (6), após enfrentar um câncer. A notícia rapidamente se espalhou pelas redes sociais e grupos de jornalistas do Paraná, reunindo mensagens de carinho, homenagens e lembranças sobre sua trajetória profissional.
O velório acontece nesta quinta-feira (7), na Capela do Prever, em Maringá, enquanto a cerimônia de despedida está marcada para as 15h, no Cemitério Parque. Amigos próximos relatam um clima de profunda emoção entre colegas e familiares, especialmente por se tratar de uma profissional ainda jovem, mas que já havia conquistado reconhecimento importante dentro do jornalismo paranaense.
Formada em jornalismo em 2017, Angélica chamou atenção ainda durante a graduação. Seu talento apareceu cedo, principalmente em trabalhos voltados à comunicação social e ao jornalismo humanizado. Na época da faculdade, recebeu o Prêmio Jovem Jornalista, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog, uma das premiações mais respeitadas da área. Também conquistou o Prêmio Sangue Novo, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná.
Colegas de profissão lembram de Angélica como uma jornalista dedicada, discreta e muito comprometida com a apuração responsável dos fatos. Em tempos de redes sociais aceleradas e excesso de informações, ela mantinha uma postura cuidadosa e humana, algo cada vez mais valorizado dentro das redações.
A repercussão da morte mobilizou profissionais da imprensa em diversas cidades do Paraná. Em nota oficial, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná lamentou a perda e destacou a contribuição deixada por Angélica ao jornalismo regional.
Segundo o comunicado, sua caminhada foi marcada por “dedicação, sensibilidade e compromisso com a comunicação e com a verdade”. A nota ainda ressaltou que permanecem as memórias, os ensinamentos e o carinho daqueles que conviveram com ela ao longo dos últimos anos.
Nos últimos tempos, debates sobre saúde emocional, qualidade de vida e acolhimento dentro das profissões ligadas à comunicação ganharam força no Brasil. A partida precoce de profissionais jovens costuma provocar reflexões profundas entre colegas de redação, principalmente sobre o equilíbrio entre carreira, rotina intensa e cuidados pessoais.
Em Maringá, cidade conhecida pelo forte cenário universitário e cultural, o nome de Angélica era associado a projetos jornalísticos desenvolvidos ainda na juventude. Pessoas que estudaram com ela recordam sua participação ativa em trabalhos acadêmicos, seminários e produções voltadas à valorização do jornalismo ético.
Nas redes sociais, mensagens publicadas desde a confirmação da morte mostram o impacto causado pela notícia. Ex-professores, jornalistas e amigos compartilharam fotografias, relatos e lembranças de momentos vividos ao lado dela, destacando principalmente sua gentileza e atenção no convívio diário.
A despedida de Angélica acontece sob forte emoção, mas também cercada por reconhecimento profissional e carinho coletivo. Sua trajetória, mesmo interrompida cedo, deixa uma marca importante entre colegas e estudantes de jornalismo que acompanharam sua caminhada desde os primeiros passos na profissão.



