Avó é acusada após neta de 4 anos perder a vida nos EUA

Um caso ocorrido no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, voltou a chamar atenção após o início do julgamento de uma mulher acusada pela morte da própria neta, uma menina de apenas quatro anos. O episódio, registrado em 2022, ganhou repercussão internacional nos últimos dias por causa dos detalhes apresentados pela promotoria durante as audiências.
A acusada, identificada como Roxanne Record, de 57 anos, responde na Justiça por homicídio em primeiro grau e maus-tratos contra menor. Segundo os investigadores, a criança teria passado mal após consumir uma quantidade elevada de bebida alcoólica dentro da residência da família, localizada em Baton Rouge.
De acordo com informações divulgadas pela revista People, a menina, chamada China, chegou a ser socorrida por equipes de emergência, mas não resistiu. A autópsia apontou intoxicação alcoólica aguda como causa da morte.
O caso se tornou ainda mais delicado após a promotoria afirmar que a bebida teria sido oferecida como forma de punição. Conforme o relato apresentado no tribunal, a criança teria tomado o líquido depois de pegar um pequeno gole sem autorização.
Durante a abertura do julgamento, os promotores disseram que a menina era tratada de maneira diferente das outras crianças da casa. Testemunhos apresentados ao júri indicam que atitudes simples, como pedir água ou comida, eram vistas de forma negativa dentro do ambiente familiar.
“A forma como todos na casa descreviam era como se ela estivesse roubando. Mas o que ela ‘roubava’ era comida e água dentro da própria casa”, declarou a promotora responsável pelo caso durante a audiência.
As investigações também apontam que a mãe da criança, Kadjah Record, estava presente no momento do ocorrido. Ela foi denunciada pelos mesmos crimes e deverá responder judicialmente em audiência marcada para o fim de junho.
A defesa da avó, no entanto, contesta a versão apresentada pela acusação. Segundo a advogada da ré, não houve intenção criminosa e o episódio deve ser tratado como uma fatalidade. A defesa afirma ainda que Roxanne tentou prestar socorro imediato à neta enquanto aguardava a chegada dos paramédicos.
“É uma perda devastadora que nenhuma família deveria enfrentar. No entanto, tragédia não é sinônimo de assassinato”, afirmou a representante da acusada.
O caso provocou forte repercussão nas redes sociais americanas, especialmente entre grupos ligados à proteção infantil. Organizações voltadas aos direitos das crianças passaram a acompanhar o julgamento e reforçaram debates sobre violência doméstica silenciosa e negligência familiar.
Nos Estados Unidos, situações envolvendo menores costumam receber ampla atenção pública, principalmente quando há suspeitas de abuso dentro do ambiente familiar. Especialistas ouvidos por emissoras locais destacaram que episódios assim reforçam a necessidade de denúncias rápidas e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.
Enquanto o julgamento segue em andamento, a população local acompanha o caso com grande expectativa. A Justiça norte-americana ainda deverá ouvir testemunhas, profissionais de saúde e integrantes da família antes de definir a responsabilidade de cada acusada.
A história de China, mesmo anos após sua morte, continua causando tristeza e levantando discussões sobre proteção infantil, responsabilidade familiar e os limites da disciplina dentro de casa.



