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Avião bate em prédio em Belo Horizonte

Um avião de pequeno porte colidiu com um prédio residencial e caiu na tarde desta segunda-feira (4) em Belo Horizonte, mobilizando equipes de emergência na capital mineira. O acidente ocorreu por volta das 12h na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste da cidade, próximo ao Aeroporto da Pampulha. A aeronave, um monomotor, decolou do terminal aeroviário e, segundo relatos preliminares, enfrentou dificuldades técnicas pouco após a decolagem, perdendo altitude rapidamente antes de atingir a estrutura.

Testemunhas descreveram o momento de pânico ao verem a aeronave se aproximar do prédio de três andares. Imagens captadas pelo Globocop registraram a trajetória final do avião, que colidiu na lateral da edificação e terminou sua queda na área do estacionamento. O impacto causou danos visíveis na fachada e gerou uma operação intensa de resgate, com viaturas do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar isolando a região e atendendo às vítimas.

De acordo com informações iniciais das autoridades, quatro pessoas estavam a bordo da aeronave. Uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu no local, enquanto outras três foram resgatadas em estado grave e encaminhadas para hospitais da rede de urgência de Belo Horizonte. O piloto também foi encontrado desacordado entre os destroços. Até o momento, não há confirmação de vítimas entre os moradores ou transeuntes no prédio atingido.

O bairro Silveira, uma área residencial e comercial, viveu momentos de tensão com o fechamento de ruas próximas e o congestionamento causado pela presença das equipes de salvamento. Moradores relataram ter ouvido um forte barulho no instante da colisão, seguido de fumaça e movimentação intensa de socorristas. A BHTrans orientou motoristas a buscarem rotas alternativas na Região Nordeste.

Investigadores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, foram acionados para apurar as causas do acidente. Entre os fatores que serão analisados estão possíveis falhas mecânicas, condições meteorológicas e o histórico de manutenção da aeronave, que decolou normalmente da Pampulha minutos antes da tragédia.

Este incidente reacende o debate sobre a segurança de voos de aviação geral nas proximidades de áreas densamente povoadas, especialmente ao redor do Aeroporto da Pampulha, que opera em uma região urbana consolidada. Especialistas lembram que Belo Horizonte já registrou outros acidentes aéreos semelhantes em bairros residenciais ao longo dos anos, embora com características distintas.

As operações de rescaldo continuam no local, com os bombeiros trabalhando para remover os destroços e garantir a integridade estrutural do prédio atingido. Familiares das vítimas foram notificados, e as autoridades devem divulgar mais detalhes sobre as identidades e o estado de saúde dos sobreviventes nas próximas horas, conforme o avanço das investigações.

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