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Menino de 7 anos perde a vida em acidente a caminho do velório do bisavô

A viagem que seria marcada por despedidas em família terminou de forma inesperada e profundamente triste no Oeste de Santa Catarina. O que começou como um deslocamento para confortar parentes após a perda de um idoso querido acabou reunindo, no mesmo dia, duas gerações em uma despedida ainda mais difícil de ser compreendida.

Breno Simoni, de apenas 7 anos, estava no carro com a mãe e o irmão mais novo, um bebê de um mês, quando o veículo em que viajavam se envolveu em um capotamento na BR-282, nas proximidades de um viaduto em Xanxerê. A família seguia caminho para encontrar outros parentes após receber a notícia da morte do bisavô de Breno, Cipriano Varela dos Santos, de 86 anos.

Segundo informações locais, o acidente ocorreu durante o trajeto, em um trecho conhecido por exigir atenção redobrada dos motoristas. Apesar do rápido atendimento, o menino não resistiu. A mãe sofreu ferimentos leves e foi levada ao hospital junto com o bebê, que também recebeu cuidados médicos e passa bem.

A história ganhou ainda mais comoção porque, poucas horas antes, a família já lidava com a perda do bisavô. Cipriano havia falecido na noite anterior, cercado por familiares, conforme relataram pessoas próximas. Ele era conhecido na comunidade por sua trajetória simples e pelo vínculo forte com filhos, netos e bisnetos.

Na quarta-feira (29), a cidade de Xanxerê acompanhou uma despedida marcada por emoção. Bisavô e bisneto foram velados na mesma capela e enterrados juntos. A cena, descrita por moradores como uma das mais tocantes dos últimos tempos, reuniu familiares, amigos e pessoas da comunidade que se solidarizaram com a dor da família.

Nas redes sociais, mensagens de carinho e apoio começaram a surgir ainda nas primeiras horas após a confirmação do ocorrido. Uma das homenagens veio da escola onde Breno estudou em 2025. Em uma publicação, professores e colegas destacaram o jeito alegre e curioso do menino, lembrando momentos simples do cotidiano escolar que agora ganham outro significado.

“Ele era um aluno querido, daqueles que a gente guarda na memória com um sorriso”, escreveu uma professora. Comentários de amigos da família também ressaltaram a união entre as gerações, algo que sempre foi muito presente na rotina de Cipriano.

Casos como esse acabam chamando atenção para a importância da segurança nas estradas, especialmente em viagens feitas sob forte carga emocional. Especialistas costumam alertar que momentos de estresse ou tristeza podem impactar a concentração ao volante, aumentando riscos mesmo em trajetos conhecidos.

Enquanto isso, a família tenta lidar com uma sequência de acontecimentos difícil de assimilar. Amigos próximos têm se mobilizado para oferecer apoio, seja com palavras, seja com gestos práticos no dia a dia.

Em meio à dor, ficam as lembranças: de um idoso que construiu uma história cercada de afeto e de uma criança que, em pouco tempo, deixou marcas profundas por onde passou. Para quem acompanhou a despedida, a imagem dos dois sendo homenageados juntos simboliza, de certa forma, o elo entre passado e futuro — interrompido cedo demais, mas preservado na memória de todos que os conheceram.

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