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Comunicamos a morte Lucidéa Batista Maiorana

A trajetória de Lucidéa Batista Maiorana, carinhosamente conhecida como Dona Déa, chega ao fim deixando uma marca profunda na história da comunicação e da cultura na região Norte do Brasil. A empresária faleceu nesta quinta-feira (30), aos 91 anos, após uma vida dedicada ao desenvolvimento social, à valorização da educação e ao fortalecimento da imprensa. Mais do que uma líder empresarial, Dona Déa construiu uma reputação baseada no compromisso com projetos que ampliaram o acesso à informação e incentivaram a produção cultural, tornando-se referência para diferentes gerações.

Viúva do jornalista e empresário Romulo Maiorana, ela assumiu a presidência do Grupo Liberal em 1986, em um período estratégico para a consolidação da empresa. Demonstrando sensibilidade e visão administrativa, conduziu o grupo com firmeza, mantendo os princípios que nortearam sua fundação e ampliando sua presença no cenário nacional. Sob sua liderança, o conglomerado não apenas preservou sua relevância, como também se adaptou às transformações do setor de comunicação, reforçando seu papel como fonte confiável de informação e agente de desenvolvimento regional.

A construção desse legado teve início ainda na década de 1960, quando Dona Déa e seu marido participaram da aquisição do jornal O Liberal, em 1966. O veículo rapidamente se tornou um dos mais influentes do país, consolidando-se como referência em jornalismo. Anos depois, em 1976, o casal deu mais um passo decisivo com a criação da TV Liberal, ampliando significativamente o alcance da informação na região amazônica. Essas iniciativas foram fundamentais para posicionar o grupo entre os mais importantes do Brasil, com atuação marcada pela credibilidade e pelo compromisso com a sociedade.

Paralelamente à atuação no setor empresarial, Dona Déa destacou-se como uma entusiasta das artes e da educação. Sua contribuição para o fortalecimento do Arte Pará, criado em 1982, é frequentemente lembrada como um dos pilares de incentivo à produção artística na região. Ao longo dos anos, ela acompanhou de perto o evento, apoiando artistas e promovendo a difusão cultural. Seu envolvimento ajudou a projetar talentos locais no cenário nacional, além de estimular o interesse do público pelas artes visuais, fortalecendo a identidade cultural amazônica.

Nascida em Monte Alegre, no oeste do Pará, em 10 de maio de 1934, Dona Déa teve uma trajetória marcada por desafios que moldaram sua determinação. De origem humilde, passou parte da infância em um orfanato e, ainda jovem, mudou-se para Belém, onde iniciou a construção de sua história. 

Foi nesse período que conheceu Romulo Maiorana, com quem formaria uma parceria que transformaria o cenário da comunicação no estado. Sua jornada é lembrada como exemplo de perseverança e visão de futuro, deixando um legado que ultrapassa o campo empresarial e permanece vivo na cultura, na educação e na memória de todos que acompanharam sua contribuição ao longo das décadas.

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