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Morre técnica de enfermagem de Rondonópolis e motorista de ambulância em acidente na Serra de São Vicente

A noite de quarta-feira, 22 de abril, terminou de forma inesperada em um trecho conhecido por exigir atenção redobrada dos motoristas. Na BR-364, na região da Serra de São Vicente, em Santo Antônio do Leverger, um acidente envolvendo uma ambulância e uma carreta deixou marcas profundas — tanto na pista quanto nas pessoas que acompanham a rotina das estradas brasileiras.

Dentro da ambulância, havia uma equipe em missão. O veículo partiu de Rondonópolis com destino a Cuiabá, levando um paciente e um acompanhante. Era mais um deslocamento comum na rotina de quem trabalha na saúde, daqueles que acontecem a qualquer hora do dia ou da noite, muitas vezes em silêncio, sem alarde.

A técnica de enfermagem Hellen Zanchetta estava entre os profissionais a bordo. Colegas a descrevem como dedicada, alguém que conhecia bem o peso da responsabilidade de cuidar do outro em momentos delicados. Ao lado dela, o motorista William Martins conduzia o veículo, acostumado com as curvas e desafios da estrada, especialmente naquele trecho sinuoso da serra.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, a carreta seguia pela rodovia quando, em uma curva, o motorista percebeu a ambulância à frente. Ainda conforme o relato, o veículo de emergência teria reduzido a velocidade de forma repentina, o que dificultou qualquer reação a tempo. O impacto atingiu a parte traseira lateral da ambulância, fazendo com que ela perdesse o controle e girasse na pista.

O cenário que se formou após a colisão foi de grande tensão. Com a força do impacto, Hellen e William foram lançados para fora do veículo. Ambos não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local. Já o paciente e o acompanhante, que estavam sendo transportados, ficaram gravemente feridos e foram socorridos por equipes de resgate que chegaram pouco depois.
Quem já percorreu a Serra de São Vicente sabe que o trecho exige cautela constante. Curvas fechadas, declives acentuados e mudanças rápidas de velocidade fazem parte da rotina de quem passa por ali. Em situações como essa, qualquer detalhe pode fazer diferença.

Ainda não há uma conclusão definitiva sobre o que levou ao acidente. As circunstâncias seguem sendo analisadas pelas autoridades, que buscam entender com precisão a dinâmica da colisão. Esse tipo de investigação costuma considerar fatores como velocidade, condições da pista, visibilidade e até o estado dos veículos envolvidos.

Enquanto isso, o que permanece é o impacto humano da tragédia. Profissionais da saúde, especialmente aqueles que atuam em ambulâncias, convivem diariamente com pressões silenciosas. Eles lidam com o tempo, com a urgência e, muitas vezes, com estradas que nem sempre oferecem as melhores condições.

A perda de Hellen Zanchetta e William Martins interrompe duas histórias que estavam em pleno andamento. Para colegas e familiares, fica a lembrança de pessoas que escolheram trabalhar ajudando outras — mesmo diante das dificuldades que essa missão envolve.

Acidentes em rodovias continuam sendo um desafio no país, especialmente em trechos mais complexos como serras. Casos como esse reacendem discussões sobre segurança, infraestrutura e a importância de atenção constante ao volante.

No fim das contas, a estrada segue. Mas histórias como essa deixam um silêncio difícil de ignorar — daqueles que fazem a gente pensar por mais tempo do que o habitual antes de seguir viagem.

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