Desaparecido em praia de Guarapari, jovem de Mariana é encontrado sem vida

A manhã de segunda-feira (20) começou com um clima de tristeza no litoral capixaba. O que deveria ser apenas mais um dia comum na movimentada Praia do Morro, em Guarapari, acabou marcado por uma notícia que abalou moradores, turistas e, principalmente, uma família inteira. O corpo de um jovem de 27 anos foi encontrado no mar após dois dias de buscas intensas.
Evandro Júlio Romão, natural de Piranga e morador de Mariana, havia desaparecido no sábado (18), durante um passeio com familiares e amigos. Era um daqueles dias típicos de praia cheia: sol forte, muita gente na areia e um mar que, embora bonito, se mostrava agitado. Segundo relatos de quem estava no local, tudo aconteceu de forma rápida, quase sem tempo para reação.
Os pertences de Evandro foram encontrados na areia pouco tempo depois do desaparecimento. Esse detalhe, simples à primeira vista, acendeu o alerta imediato entre os familiares. A partir dali, começaram horas de angústia, buscas improvisadas e a esperança de um desfecho diferente. Equipes de resgate foram acionadas ainda no sábado, dando início a um trabalho que mobilizou profissionais e voluntários.
Durante o fim de semana, a movimentação na região chamou atenção. Quem passava pela praia percebia que havia algo fora do comum. Entre olhares apreensivos e conversas baixas, o sentimento coletivo era de expectativa. Infelizmente, a confirmação veio na manhã de segunda-feira, encerrando as buscas da forma mais difícil de aceitar.
Casos como esse reacendem um alerta importante, especialmente em períodos de maior movimento no litoral. Nos últimos meses, o aumento no número de visitantes em praias brasileiras tem sido evidente, impulsionado por feriados prolongados e pelo calor intenso. Com isso, especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada, principalmente em áreas onde o mar apresenta correntes mais fortes.
Embora as circunstâncias da morte ainda estejam sendo apuradas pelas autoridades, o episódio traz à tona uma realidade que muitas vezes passa despercebida: o risco que o mar pode representar, mesmo para quem está acostumado com ele. Não se trata apenas de saber nadar, mas de entender as condições do ambiente naquele momento.
Além do impacto local, a notícia repercutiu também entre colegas de trabalho de Evandro. A empresa Transcotta, onde ele atuava, divulgou uma mensagem de pesar que rapidamente circulou nas redes sociais. O texto, simples e direto, refletia o sentimento de quem conviveu com ele no dia a dia: a lembrança de alguém presente, dedicado e querido.
“Evandro, você sempre fará parte da história da Transcotta e, acima de tudo, permanecerá vivo em nossos corações”, dizia a nota. Em tempos em que tudo parece passar rápido demais, mensagens assim mostram como vínculos humanos continuam sendo o que realmente fica.
Para a família, fica a dor da ausência e as lembranças construídas ao longo dos anos. Para amigos, a saudade dos momentos compartilhados. E para quem acompanha a história de fora, permanece uma reflexão silenciosa sobre a fragilidade da vida e a importância de cada instante.
No fim das contas, o mar que atrai, encanta e reúne tantas pessoas também exige respeito. E histórias como a de Evandro reforçam que, por trás de cada notícia, existem vidas reais, cheias de planos, interrompidas de forma inesperada.



