Trágica perda em Barretos: Deise Batista, de 33 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta terça-feira

Deise Batista, uma mulher de 33 anos natural de Barretos, no interior de São Paulo, deixou de existir nesta terça-feira (21 de abril de 2026) após uma luta intensa pela vida que durou três dias. Internada desde a madrugada do último sábado na Santa Casa da cidade, ela enfrentou queimaduras de terceiro grau que atingiram cerca de 92% do corpo. A notícia do falecimento comoveu familiares, amigos e a comunidade local, que acompanhavam de perto a evolução do quadro clínico. Deise era conhecida por sua energia, sorriso fácil e dedicação no dia a dia. Sua partida repentina deixou um vazio difícil de preencher e reforça a importância de valorizar cada momento ao lado de quem amamos.
O episódio que a levou ao hospital ocorreu por volta das 3h30 da madrugada de sábado (18), durante uma confraternização simples entre amigos em uma residência da cidade. Segundo relatos preliminares, o ex-companheiro de Deise, identificado como Lucas Antônio, compareceu ao local e provocou as graves queimaduras ao utilizar um líquido inflamável. A vítima, ainda consciente apesar da dor intensa, conseguiu buscar ajuda imediata dentro de uma casa próxima, onde desmaiou em seguida. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente, prestaram os primeiros cuidados e a encaminharam para a Santa Casa de Barretos. Lá, os médicos iniciaram imediatamente um tratamento intensivo para estabilizar seus sinais vitais e controlar as complicações decorrentes das lesões extensas.
Durante os dias de internação, a equipe médica da Santa Casa dedicou-se integralmente ao caso, aplicando protocolos avançados de cuidados com queimados graves. Profissionais de diversas especialidades monitoraram de perto a evolução de Deise, que lutava contra infecções e o impacto no organismo de lesões tão extensas. Familiares se revezavam em vigília, oferecendo apoio emocional e acompanhando cada atualização dos boletins clínicos. Infelizmente, apesar de todos os esforços, o quadro se agravou na manhã desta terça-feira, e a unidade hospitalar confirmou o óbito por volta das primeiras horas do dia. O que era uma investigação de tentativa de feminicídio transformou-se em feminicídio consumado, agora sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Barretos.
Lucas Antônio, de 33 anos, não permaneceu no local após o incidente. Ele fugiu em um veículo que, segundo a polícia, havia sido subtraído momentos antes, seguindo em direção a Minas Gerais. A Polícia Militar de São Paulo e de Minas Gerais atuaram de forma integrada, utilizando imagens de câmeras de monitoramento para rastrear o trajeto pela rodovia MG-255. Em Itapagipe (MG), o suspeito desobedeceu a uma ordem de parada, colidiu o carro e tentou escapar a pé por uma área de mata densa. Após cerca de 40 minutos de buscas, equipes da PM mineira o localizaram e efetuaram a prisão em flagrante. Ele foi encaminhado à delegacia local e deve ser transferido para São Paulo nos próximos dias para responder pelos atos cometidos.
A família de Deise, ao prestar depoimento inicial, relatou que o relacionamento com Lucas havia terminado há algum tempo e que ele demonstrava dificuldade em aceitar o fim da união. Segundo os relatos, ameaças frequentes vinham sendo feitas contra ela nos dias anteriores ao episódio. Amigos próximos confirmam que Deise era uma pessoa tranquila, dedicada ao trabalho e ao convívio social, e que participava ativamente de momentos como a confraternização daquela noite. A dor dos entes queridos se soma à comoção da cidade de Barretos, conhecida por sua hospitalidade e união comunitária, onde o caso gerou repercussão imediata nas redes sociais e grupos locais de apoio.
Especialistas em segurança pública e direitos da mulher destacam que casos como esse reforçam a necessidade de denunciar sinais de ameaça ou controle excessivo em relacionamentos. Em Barretos e região, órgãos como a Delegacia de Defesa da Mulher e redes de proteção social mantêm canais abertos 24 horas para acolhimento de vítimas e familiares. A investigação segue em andamento, com análise de depoimentos, perícias técnicas e colaboração entre os estados envolvidos. A Polícia Civil de São Paulo aguarda a transferência do suspeito para prosseguir com as oitivas e a formalização da acusação de feminicídio, crime que prevê penas rigorosas na legislação brasileira.
Enquanto a justiça avança, a memória de Deise Batista permanece viva na lembrança de quem a conheceu. Seu falecimento serve como alerta para a sociedade refletir sobre o respeito mútuo e a importância de redes de apoio eficientes. A família pede privacidade neste momento de luto, mas agradece o carinho recebido de toda a comunidade. O caso continua a ser acompanhado de perto pela imprensa local e regional, com a expectativa de que medidas preventivas sejam fortalecidas para evitar novas tragédias. Que a partida de Deise inspire ações concretas em prol da proteção e do bem-estar de todas as mulheres.



