Legado no Jornalismo: Saiba quem era Alice Ribeiro, a promissora repórter da Band Minas

A morte da jornalista Alice Ribeiro, de 35 anos, gerou grande comoção em Belo Horizonte e em todo o país. Profissional reconhecida pelo talento e dedicação, ela não resistiu às complicações após um acidente envolvendo um carro e um caminhão na BR-381, ocorrido na última quarta-feira (15). A confirmação foi feita na noite de quinta-feira (16), após dias de intensa mobilização de colegas, amigos e familiares que acompanhavam com esperança sua recuperação.
Alice integrava a equipe da Band Minas e vivia um momento especial na carreira e na vida pessoal. Apaixonada pelo jornalismo desde jovem, ela construiu uma trajetória marcada pelo comprometimento com a informação e pelo olhar sensível para as histórias que contava. Sua presença nas telas era acompanhada por uma postura firme e, ao mesmo tempo, humana, características que conquistaram o público e colegas de profissão.
Formada em Jornalismo pela PUC Minas, Alice iniciou sua trajetória ainda nos primeiros períodos da faculdade. Ao longo dos anos, passou por importantes veículos de comunicação, acumulando experiências em televisão, rádio e produção de conteúdo. Trabalhou em emissoras como SBT, TV Globo, Record Minas e Rede Bahia, até consolidar sua carreira no Grupo Bandeirantes, onde exerceu diferentes funções, incluindo reportagem, apresentação e edição.
A jornalista também teve passagem por Brasília, onde ampliou ainda mais sua atuação profissional. No entanto, decidiu retornar a Belo Horizonte motivada pela proximidade com a família e pelas raízes que sempre valorizou. De volta à capital mineira, retomou suas atividades com entusiasmo, reafirmando o compromisso com a informação de qualidade e com o público que a acompanhava diariamente.
O acidente que interrompeu sua trajetória aconteceu quando a equipe retornava de uma pauta externa. No veículo também estava o cinegrafista Rodrigo Lapa, que teve a morte confirmada ainda no local. Alice foi socorrida e encaminhada ao Hospital João XXIII em estado grave, permanecendo sob cuidados intensivos por mais de 24 horas. Apesar dos esforços médicos, o quadro evoluiu de forma delicada, levando à confirmação de sua morte.
Além da carreira brilhante, Alice vivia um momento especial fora das câmeras. Casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal, ela havia retornado recentemente da licença-maternidade e celebrava a rotina ao lado do filho de apenas nove meses. A notícia de sua partida trouxe ainda mais comoção, evidenciando não apenas a perda profissional, mas também o impacto humano e familiar deixado por sua ausência.
Em meio à dor, a família tomou uma decisão que reforça o legado de generosidade da jornalista: a autorização para a doação de órgãos. O gesto permitirá que outras vidas sejam beneficiadas, transformando um momento de profunda tristeza em esperança para diversas famílias. Alice Ribeiro deixa uma trajetória marcada por talento, sensibilidade e dedicação, além de um exemplo de humanidade que continuará inspirando colegas e todos que acompanharam sua história.



