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Engenheiro agrônomo morre em acidente entre caminhonete e carreta em MT

A noite da última quarta-feira (15) terminou de forma triste em um trecho conhecido da BR-364, entre Sapezal e Campos de Júlio, no Mato Grosso. O engenheiro agrônomo Ricardo Simonetto perdeu a vida após um acidente envolvendo a caminhonete que conduzia e uma carreta que acessava a rodovia.

Ricardo havia passado o dia em um dos eventos mais relevantes do setor agrícola da região, a Parecis SuperAgro, realizada em Campo Novo do Parecis. A feira reúne produtores, técnicos e empresas ligadas ao agronegócio, sendo um espaço de troca de conhecimento e atualização sobre tecnologias do campo. Era, portanto, um ambiente familiar para quem dedicava a vida à agronomia.

No retorno para Vilhena, em Rondônia, cidade onde residia, Ricardo seguiu pela BR-364, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola no Centro-Oeste. Foi nesse trajeto que ocorreu a colisão. Informações iniciais apontam que a carreta envolvida saía de uma propriedade rural e acessava a pista no momento do impacto.

A rodovia, bastante movimentada, especialmente em períodos de safra e eventos do setor, exige atenção constante de quem trafega por ali. Mesmo assim, acidentes seguem acontecendo, muitas vezes de forma inesperada. Naquela noite, o desfecho foi imediato. Ricardo não resistiu aos ferimentos.

Equipes de atendimento e segurança foram acionadas logo após o ocorrido. A área foi isolada para o trabalho da Politec, responsável por realizar a análise técnica da cena. Esse procedimento é essencial para entender as circunstâncias do acidente e fornecer informações que ajudem nas investigações.

A apuração ficará a cargo da Polícia Civil, que deverá esclarecer a dinâmica da colisão. Questões como visibilidade, sinalização e condições da via costumam ser analisadas nesses casos, além dos relatos de testemunhas e envolvidos.

Para além dos dados oficiais, a notícia reverbera de forma mais profunda entre colegas e familiares. Ricardo era casado e deixa dois filhos. Em situações como essa, números e relatórios dão lugar ao silêncio e à memória. Amigos do setor agrícola, muitos deles presentes na feira no mesmo dia, manifestaram pesar e lembraram do profissional dedicado e da convivência respeitosa.

A rotina do agronegócio envolve deslocamentos frequentes, visitas a propriedades, participação em eventos e longas viagens por rodovias. Histórias como a de Ricardo acabam servindo também como um lembrete da importância da prudência no trânsito, especialmente em estradas com grande circulação de veículos pesados.

Não se trata apenas de cumprir regras, mas de reconhecer os riscos que fazem parte do caminho. Cada viagem carrega expectativas simples: chegar ao destino, reencontrar a família, retomar a rotina. Quando isso não acontece, o impacto vai muito além do local do acidente.

Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer o ocorrido, fica a lembrança de um profissional que contribuía para o desenvolvimento do campo e que, como tantos outros, estava apenas seguindo seu caminho de volta para casa.

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