Estelinha Bezerra, fenômeno nas redes, morre aos 96 anos

A influenciadora digital Estelinha Bezerra, conhecida como “Rainha do Batom”, morreu na última terça-feira (14), aos 96 anos, após cerca de 40 dias de internação. A informação foi confirmada por familiares, que não divulgaram a causa da morte.
De acordo com relatos da família, Estelinha enfrentou o período de hospitalização com lucidez e tranquilidade, mantendo sua dignidade até os últimos momentos. A notícia gerou grande repercussão nas redes sociais, onde a influenciadora acumulava mais de 1,5 milhão de seguidores.
Estelinha ganhou notoriedade digital nos últimos anos ao compartilhar conteúdos voltados à autoestima, ao envelhecimento e ao bem-estar. Mesmo iniciando sua trajetória na internet em idade avançada, ela rapidamente conquistou espaço e engajamento, tornando-se referência para diferentes gerações.
Durante os últimos três anos, a influenciadora manteve presença ativa nas redes, publicando vídeos e mensagens que incentivavam o amor-próprio e a valorização da vida em todas as fases. Seu conteúdo abordava temas cotidianos de forma simples e direta, o que contribuiu para a identificação do público.
A atuação de Estelinha também teve impacto na discussão sobre representatividade etária no ambiente digital. Em um cenário predominantemente ocupado por criadores mais jovens, sua presença ajudou a ampliar o debate sobre diversidade e inclusão nas plataformas.
Além da relevância nas redes sociais, a influenciadora deixa um extenso legado familiar, composto por filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Segundo familiares, sua trajetória foi marcada por valores como afeto, respeito e otimismo, características que também eram percebidas por seus seguidores.
A repercussão de sua morte mobilizou fãs e admiradores, que utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e destacar a importância de sua contribuição. Muitos ressaltaram o papel de Estelinha na ressignificação da velhice, apresentando uma imagem mais ativa e positiva dessa fase da vida.
Especialistas apontam que o sucesso da influenciadora esteve ligado à autenticidade de seu conteúdo. Sem recorrer a estratégias complexas, ela construiu uma relação direta com o público, baseada na espontaneidade e na identificação.
Ao longo de sua trajetória digital, Estelinha também se destacou pela valorização da autoestima, frequentemente associada ao uso de batons marcantes — elemento que reforçou sua identidade e contribuiu para o apelido pelo qual ficou conhecida.
A morte de Estelinha Bezerra representa a perda de uma figura relevante no cenário digital brasileiro. Seu legado, no entanto, permanece por meio dos conteúdos publicados e da influência exercida sobre milhares de seguidores.
A trajetória da “Rainha do Batom” evidencia o potencial das redes sociais como espaço de expressão para diferentes perfis e faixas etárias, consolidando sua história como um exemplo de protagonismo e reinvenção ao longo da vida.



