Notícias

Relatório médico expõe fadiga e episódio incomum com Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, ao longo da última semana, um quadro marcado por fadiga, episódios de desequilíbrio e um caso isolado de soluço, conforme aponta boletim médico divulgado nesta sexta-feira. O documento detalha o estado de saúde do ex-mandatário, que atualmente cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, e segue sob acompanhamento constante de uma equipe especializada.

Segundo o cardiologista responsável pelo acompanhamento, Bolsonaro mantém a pressão arterial controlada e apresenta uma leve evolução clínica em comparação às semanas anteriores. Apesar disso, o relatório destaca que o ex-presidente ainda relata cansaço frequente, o que tem impactado sua rotina de reabilitação. Além da fadiga, o documento também aponta dores persistentes no ombro direito, condição que tem limitado movimentos e exigido intervenções específicas durante o tratamento.

Um dos pontos que chamou atenção no boletim foi o registro de um episódio de soluço, descrito como pontual e de curta duração. Embora não tenha exigido medicação adicional, o sintoma acabou interferindo momentaneamente no quadro geral, provocando aumento de tensão muscular na região cervical e desconforto na parte dorsal. Ainda assim, os médicos consideram o episódio controlado e sem maiores complicações até o momento.

A rotina de cuidados com a saúde de Bolsonaro tem sido intensa. Ele segue um protocolo rigoroso de fisioterapia, com sessões realizadas três vezes por semana, além de reabilitação cardiorrespiratória que ocorre seis vezes semanalmente. O objetivo principal desse acompanhamento é recuperar força muscular, melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas, especialmente diante dos episódios recentes de instabilidade.

Durante as sessões de fisioterapia, no entanto, foram registradas algumas limitações importantes. Em determinados momentos, o ex-presidente não conseguiu executar exercícios específicos voltados ao ombro direito, devido à dor intensa e à restrição de mobilidade. Para contornar essa situação, a equipe médica adotou alternativas terapêuticas, como aplicação de laserterapia, técnicas de agulhamento e procedimentos de liberação miofascial, todos voltados para o alívio da dor e melhora da função muscular.

Em sessões mais recentes, houve sinais de evolução positiva. Bolsonaro conseguiu realizar exercícios com resistência elástica, focados na ativação dos músculos do ombro e da chamada cintura escapular. De acordo com o relatório, ele apresentou melhora tanto no quadro de dor quanto na mobilidade articular, o que indica resposta gradual ao tratamento. Ainda assim, o acompanhamento segue sendo feito com cautela, considerando as limitações apresentadas anteriormente.

Outro ponto observado pelos médicos diz respeito à avaliação respiratória. No exame físico, foi identificada redução dos sons respiratórios na base do pulmão esquerdo, enquanto o lado direito apresentou funcionamento dentro da normalidade. Essa condição está sendo monitorada de perto, sem indicação, até o momento, de intervenções mais invasivas, mas com atenção redobrada por parte da equipe médica.

Além do acompanhamento cardiológico, Bolsonaro também foi avaliado por um ortopedista, que optou por manter a terapia analgésica, especialmente no período noturno, para controle das dores no ombro direito. A estratégia visa garantir maior conforto durante o repouso e contribuir para a continuidade do tratamento fisioterapêutico.

Mesmo diante dos desafios, o quadro geral é considerado estável, com sinais de melhora progressiva. A equipe médica segue ajustando o plano de tratamento conforme a resposta do paciente, buscando equilibrar a recuperação física com a necessidade de evitar sobrecargas. O monitoramento contínuo deve permanecer nas próximas semanas, enquanto o ex-presidente segue em regime domiciliar e sob observação clínica rigorosa.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: