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Menino autista que desapareceu em SP é encontrado sem vida

Na madrugada desta terça-feira (7), a cidade de Marília, no interior de São Paulo, amanheceu em silêncio e comoção após o desfecho das buscas por João Raspante Neto, de 12 anos. O menino, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte e não verbal, havia desaparecido na tarde de segunda-feira (6), em uma área de chácaras na zona sul do município. Após horas de mobilização intensa, ele foi localizado sem vida em uma lagoa do Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa. 

O caso mobilizou não apenas as forças de segurança, como também centenas de moradores, familiares, amigos e voluntários, que se uniram em uma verdadeira corrente de solidariedade. Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e Polícia Civil participaram das buscas, que seguiram pela noite sob chuva e baixa visibilidade. Segundo relatos, mais de mil pessoas estiveram envolvidas na operação, mostrando a força da comunidade diante de momentos delicados. 

João desapareceu após sair de uma chácara onde estava com a família, no bairro Nova Marília 4. Durante as buscas, objetos pessoais como roupas e celular foram encontrados próximos à área da estação de tratamento, o que ajudou a direcionar os trabalhos das equipes de resgate. A principal linha investigativa aponta para uma fatalidade, hipótese que ainda será confirmada pelos exames periciais e pela apuração oficial da Polícia Civil. 

A notícia foi confirmada nas redes sociais por seu irmão, o influenciador e ex-jogador profissional Gustavo “Sacy” Rossi, nome conhecido no cenário dos esportes eletrônicos. Em uma mensagem breve e emocionada, ele agradeceu a mobilização de todos que compartilharam informações e participaram das buscas, ressaltando o difícil momento vivido pela família. A publicação rapidamente gerou uma onda de mensagens de apoio, reunindo fãs, amigos e personalidades da comunidade gamer em manifestações de carinho e solidariedade. 

A repercussão também foi grande em Marília. Diante da comoção popular, a prefeitura decretou luto oficial no município nesta terça-feira, em homenagem ao menino. A decisão foi publicada no Diário Oficial e acompanhada de uma nota de pesar, reforçando o sentimento coletivo de tristeza que tomou conta da cidade desde a madrugada. 

Além da tristeza pelo caso, a situação reacende um debate importante sobre segurança em áreas de risco e a atenção necessária com crianças e adolescentes neurodivergentes, especialmente em locais abertos ou próximos a estruturas urbanas sensíveis. Especialistas costumam destacar que pessoas com TEA nível 3 podem apresentar dificuldades severas de comunicação e orientação em situações inesperadas, o que exige cuidado redobrado em ambientes desconhecidos.

O velório de João está marcado para esta terça-feira no Cemitério da Saudade, onde familiares e amigos devem prestar as últimas homenagens. Enquanto isso, a cidade segue acompanhando os desdobramentos da investigação, em busca de respostas que possam esclarecer com precisão o que aconteceu nas últimas horas antes do desaparecimento.

Mais do que uma notícia, o caso deixa uma marca profunda em Marília e sensibiliza o país ao lembrar da importância da vigilância, do acolhimento e da empatia em situações que envolvem crianças com necessidades especiais.

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