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Mortes são confirmadas na queda do avião no RJ

Um avião de pequeno porte caiu na tarde deste domingo (29) em Rio Claro, no sul fluminense, deixando dois homens mortos. O acidente ocorreu por volta das 11h55 na região de Passa Três, na Estrada de São João Marcos. Testemunhas relataram à Polícia Militar que a aeronave, com dois ocupantes a bordo, despencou em uma área de mata localizada no interior de uma propriedade privada. As primeiras informações indicam que não houve sobreviventes.

A aeronave colidiu contra um morro na encosta, o que provocou a destruição total do equipamento. O local de difícil acesso, cercado por vegetação densa, complicou o trabalho inicial das equipes de emergência. De acordo com relatos preliminares, a queda foi brusca e não deixou espaço para manobras de emergência por parte do piloto.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro foi acionado imediatamente e chegou ao local ainda na manhã de domingo. No entanto, ao alcançar a aeronave, os militares constataram que as duas vítimas já estavam sem vida. A perícia técnica foi chamada para iniciar os trabalhos de identificação e análise das circunstâncias do sinistro.

As vítimas foram encontradas carbonizadas em meio aos destroços, o que sugere a intensidade do impacto e possível incêndio posterior. Até o momento, as identidades dos ocupantes não foram divulgadas pelas autoridades, que aguardam a conclusão dos exames do Instituto Médico-Legal. A Polícia Civil e a Força Aérea Brasileira, por meio do Cenipa, assumiram as investigações.

Especialistas em aviação civil destacam que acidentes com aeronaves de pequeno porte costumam envolver fatores como condições meteorológicas, falhas mecânicas ou erro humano. No caso de Rio Claro, não há informações oficiais sobre o clima no momento da queda ou sobre eventuais problemas mecânicos prévios. A investigação deve durar semanas ou meses até a apresentação de um relatório conclusivo.

A região de Passa Três, conhecida por suas áreas rurais e relevo acidentado, já registrou outros incidentes aéreos no passado, embora de menor gravidade. O acidente de hoje reacende o debate sobre a fiscalização de voos experimentais e de recreio no interior do estado. Autoridades reforçam a necessidade de manutenção rigorosa e treinamento adequado para pilotos de aeronaves leves.

As operações de remoção dos corpos e dos destroços foram concluídas ao longo da tarde, com o local isolado para preservação das evidências. Enquanto as investigações prosseguem, familiares das vítimas ainda não se manifestaram publicamente. O caso serve como alerta para a comunidade aeronáutica fluminense sobre os riscos inerentes a voos em áreas de relevo complexo.

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