Chegam novas notícias sobre Viviane Barci, esposa de Moraes

A recente atuação da advogada Viviane Barci de Moraes no Supremo Tribunal Federal tem gerado atenção no cenário jurídico brasileiro. Esposa do ministro Alexandre de Moraes, ela assumiu a defesa do empresário Lucas Prado Kallas em um processo que tramita na Corte, envolvendo alegações de extração ilegal de minério de ferro. Essa movimentação ocorreu por meio de substabelecimento, permitindo a transferência de poderes advocatícios, e destaca a interseção entre laços familiares e atividades profissionais no âmbito do Judiciário.
Além de Viviane, a petição protocolada no STF conta com as assinaturas de dois filhos do casal: Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes. Essa participação familiar reforça o caráter coletivo da defesa, embora o ministro Alexandre de Moraes não esteja diretamente envolvido no julgamento do caso. O processo, que subiu para o STF devido à possível presença de pessoas com foro privilegiado, reflete a complexidade de investigações que transcendem instâncias inferiores.
Lucas Prado Kallas é um empresário proeminente no setor de mineração, com ligações históricas à Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) até 2018. Atualmente, ele é investigado pela Polícia Federal em Minas Gerais por supostas irregularidades na extração de minério na região da Serra do Curral. Suas empresas, como a LPK Participações, a Extrativa Mineral S/A e a Cedro Participações, estão no centro das apurações, que envolvem questões ambientais e operacionais.
Uma das conexões notáveis de Kallas é sua participação acionária na farmacêutica Biomm, onde detém cerca de 8% das ações por meio da Cedro Participações. Essa empresa do setor de biomedicamentos tem como maior investidor Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que controla aproximadamente 25,86% do capital. Essa parceria empresarial adiciona camadas ao perfil de Kallas, misturando interesses em mineração e saúde.
O inquérito em questão originou-se de operações policiais que visam combater práticas ilegais no setor mineral, com foco em danos ambientais e violações regulatórias. A remessa ao STF sugere que o caso pode envolver figuras com prerrogativa de foro, elevando sua relevância nacional. Documentos protocolados buscam acesso a informações detalhadas da investigação, visando uma defesa robusta contra as acusações.
Essa situação levanta debates sobre potenciais conflitos de interesse no STF, especialmente quando familiares de ministros atuam em processos na mesma instituição. Embora não haja impedimento legal explícito, críticos argumentam que tais arranjos podem comprometer a percepção de imparcialidade do Judiciário. Defensores, por outro lado, enfatizam a autonomia profissional e a ausência de envolvimento direto do ministro no caso.
No contexto mais amplo, esse episódio ilustra os desafios éticos enfrentados pelo sistema judiciário brasileiro, onde relações pessoais e profissionais se entrelaçam. A continuidade do processo no STF será observada de perto, podendo influenciar discussões futuras sobre regulamentações mais rigorosas para advocacia familiar em cortes superiores.



