Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal devem ser retomadas hoje

As buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, seguem mobilizando forças de segurança e mantendo a população em alerta. Desde a semana passada, equipes da Polícia Civil intensificaram os trabalhos em uma ampla área que envolve mata fechada, rios e lagos da região. Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro dos irmãos, o que aumenta a apreensão de familiares, moradores e autoridades que acompanham o caso de perto.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, os esforços estão concentrados principalmente em áreas de mata e na outra margem do Rio Mearim. Cães farejadores utilizados nas operações indicaram vestígios do cheiro das crianças nessas localidades, o que levou à ampliação do perímetro de buscas. Apesar disso, nenhuma evidência conclusiva foi encontrada até agora que permita traçar um caminho exato seguido pelos irmãos após o desaparecimento.
O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, informou que as buscas ocorrem de forma integrada, combinando ações em campo e investigação técnica. Segundo ele, policiais civis e militares atuam em conjunto para analisar depoimentos, imagens e possíveis rotas utilizadas na região. Martins destacou ainda que informações detalhadas sobre a investigação não estão sendo divulgadas neste momento para evitar prejuízos ao andamento do trabalho policial.
Nos últimos dias, boatos e informações não confirmadas passaram a circular nas redes sociais, o que levou as autoridades a se manifestarem publicamente. Na segunda-feira (26), o secretário desmentiu uma denúncia que apontava que as crianças teriam sido vistas no estado de São Paulo. Após verificação, a informação foi descartada, e Martins fez um apelo para que a população evite compartilhar notícias falsas que possam confundir as investigações e causar ainda mais sofrimento às famílias envolvidas.
A Secretaria de Segurança Pública também esclareceu que todas as pessoas ouvidas até agora prestaram depoimento na condição de testemunhas. Segundo o órgão, qualquer informação que sugira a existência de suspeitos formais ou prisões não corresponde à realidade neste momento. A apuração segue em sigilo parcial, respeitando os protocolos legais e garantindo a integridade do processo investigativo.
O cenário enfrentado pelas equipes de busca é considerado um dos maiores desafios da operação. A área delimitada, que ultrapassa 50 quilômetros quadrados, possui vegetação densa, terreno irregular, poucas trilhas acessíveis e diversos açudes, além do Rio Mearim e de lagos que dificultam o deslocamento e a visibilidade. Essas condições tornam o trabalho mais lento e exigem o uso de recursos especializados.
Para ampliar as chances de localizar vestígios, militares da Marinha do Brasil passaram a utilizar equipamentos de sonar em um trecho de cerca de três quilômetros do Rio Mearim. A tecnologia permite mapear áreas submersas e identificar objetos no fundo do rio, mesmo em locais com baixa visibilidade. As autoridades afirmam que as buscas continuarão enquanto houver possibilidades concretas de localização, reforçando o compromisso de esclarecer o caso e trazer respostas à família e à sociedade.



