Família expõe detalhes do que jovem enfrentou antes de morrer

A família do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, afirmou que a morte do jovem foi resultado de uma emboscada covarde e premeditada. A declaração foi divulgada por meio do advogado Albert Halex após a confirmação do falecimento, ocorrido no sábado, em Brasília, depois de o adolescente passar 16 dias internado em estado gravíssimo. Os familiares pediram respeito ao luto e ressaltaram que Rodrigo teve a vida interrompida de forma brutal.
Segundo a defesa da família, o adolescente era descrito como um jovem cheio de planos, expectativas e sonhos comuns à idade. No comunicado, parentes destacaram que Rodrigo não tinha histórico de envolvimento em confusões e que o episódio que culminou em sua morte não pode ser tratado como uma simples briga ocasional entre jovens.
O caso ocorreu em Águas Claras, no Distrito Federal, após uma festa realizada no dia 24 de janeiro. De acordo com as investigações, a confusão teve início após um desentendimento envolvendo um chiclete, jogado por Pedro Turra, de 19 anos, para um amigo. Um comentário feito por Rodrigo sobre a situação teria irritado o ex-piloto, dando início à discussão.
Ainda conforme apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal, após o desentendimento verbal, Pedro Turra desceu do carro e partiu para a agressão física. Durante a ação, Rodrigo caiu e bateu a cabeça na porta de um veículo, sofrendo traumatismo craniano grave. O impacto provocou uma parada cardiorrespiratória que durou cerca de 12 minutos, segundo os registros médicos.
O adolescente foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde permaneceu internado em coma induzido por mais de duas semanas. Apesar dos esforços da equipe médica, Rodrigo não resistiu às complicações decorrentes do trauma e teve a morte confirmada no último sábado, o que causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região.
No posicionamento divulgado pelo advogado, a família sustenta que o ataque não foi impulsivo. Segundo o texto, um dos adolescentes envolvidos teria chamado o acusado para executar a agressão, caracterizando, na visão dos familiares, uma ação planejada e desproporcional, que resultou em um desfecho trágico e irreversível.
Com a confirmação da morte, a Polícia Civil informou que a tipificação do crime, inicialmente registrada como lesão corporal gravíssima, poderá ser reclassificada para homicídio culposo. A mudança dependerá da conclusão dos laudos e do andamento do inquérito policial, que segue em investigação para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
A morte de Rodrigo reacendeu o debate sobre episódios de violência envolvendo jovens e a escalada de conflitos banais que terminam em consequências fatais. Familiares e amigos relataram indignação diante do motivo que desencadeou a agressão, destacando a fragilidade da vida e a necessidade de responsabilização adequada.
Enquanto a investigação prossegue, a família do adolescente busca justiça e afirma que seguirá acompanhando cada etapa do processo. O caso segue mobilizando a opinião pública e reforça os alertas sobre intolerância, impulsividade e violência entre jovens, especialmente em situações que poderiam ser resolvidas sem qualquer confronto físico.



