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Aluno que matou professora revela suposta atitude dela um dia antes do crime

O depoimento de João Cândido, principal suspeito do crime que vitimou a professora Juliana Santiago, trouxe novos elementos ao caso que segue sendo investigado pela Polícia Civil. Estudante do 5º período de Direito, o jovem afirmou às autoridades que o objeto usado na ação teria sido um presente dado pela própria docente um dia antes do ocorrido. A declaração, no entanto, ainda não foi confirmada por provas nem reconhecida pelos familiares da vítima.

Segundo o relato prestado durante a oitiva, Juliana teria entregue o item dentro de uma vasilha, acompanhado de um doce de amendoim, como um gesto de presente. João afirmou que, naquele momento, não houve qualquer sinal de conflito. Essa versão passou a integrar o inquérito, mas investigadores mantêm cautela, reforçando que toda informação precisa ser devidamente apurada antes de qualquer conclusão.

Ainda no depoimento, o estudante alegou que a motivação estaria ligada a uma crise de ciúmes. Ele disse ter mantido um relacionamento de aproximadamente três meses com a professora e que decidiu agir após saber que ela teria retomado contato com o ex-marido. A suposta relação, porém, não foi confirmada pela família de Juliana nem pela Polícia Civil, que segue ouvindo testemunhas e analisando mensagens, registros e outros dados.

O caso ganhou repercussão imediata em Porto Velho, especialmente por ter ocorrido dentro de uma instituição de ensino superior. Juliana Santiago, de 41 anos, era professora de Direito Penal e também atuava como escrivã da Polícia Civil, sendo reconhecida pelo profissionalismo e dedicação. Colegas e alunos destacaram, nas redes sociais, o respeito que ela conquistou ao longo dos anos e o impacto de sua ausência no ambiente acadêmico.

Após o ocorrido, João tentou deixar o campus, mas foi contido por outro estudante, que é policial. Ele foi detido ainda no local e encaminhado às autoridades, caracterizando prisão em flagrante. No sábado (07), após audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que permanecerá à disposição do Judiciário enquanto o inquérito avança.

Diante da gravidade da situação, o Centro Universitário Aparício Carvalho anunciou luto oficial de três dias e suspendeu as aulas até a próxima quarta-feira (11). Em nota, a instituição informou que irá custear o translado do corpo de Juliana de Porto Velho para Salvador, onde vivem seus familiares, além de arcar com os custos da cerimônia de cremação. A medida foi vista por muitos como um gesto de respeito e responsabilidade institucional.

Ao mesmo tempo, a tragédia provocou uma onda de questionamentos sobre a estrutura de segurança do campus. Após a divulgação da nota oficial, alunos e internautas passaram a relatar falhas como catracas inoperantes, ausência de detectores de metais e iluminação insuficiente em determinados pontos da universidade. As críticas ganharam força nas redes sociais e reacenderam o debate sobre prevenção e proteção em espaços educacionais.

Enquanto as investigações continuam, o caso de Juliana Santiago segue mobilizando a opinião pública e levantando reflexões profundas sobre convivência, limites e segurança. Em meio à dor e às versões ainda em análise, permanece o luto por uma profissional cuja trajetória deixou marcas importantes no ensino e no serviço público.

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