Família de Suzane von Richtofen diz que ela cometeu novo crime

O conflito envolvendo a divisão dos bens deixados por Miguel Abdalla Netto ganhou um novo capítulo nos últimos dias e voltou a chamar atenção pela complexidade da disputa familiar. O nome de Suzane von Richthofen, que já aparecia no centro da discussão judicial por conta de um automóvel, agora surge novamente após o registro de uma nova ocorrência na polícia. Desta vez, a lista de itens questionados é maior e inclui objetos de uso cotidiano que, segundo a denúncia, teriam sido retirados sem autorização judicial.
Quem procurou a delegacia foi Silvia Gonzalez Magnani, prima de Suzane. No boletim de ocorrência, ela detalha que alguns bens teriam sido levados da residência onde o médico morava, localizada no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. Entre os itens citados estão uma máquina de lavar roupas, um sofá, um assento, além de uma bolsa que conteria documentos e valores em dinheiro. Todos esses objetos, de acordo com o relato, pertenciam a Miguel Abdalla Netto.
O ponto central da queixa está no fato de que, segundo a prima, a retirada desses bens teria ocorrido sem qualquer autorização da Justiça. Diante disso, Silvia afirma que decidiu buscar a polícia para registrar oficialmente o ocorrido e resguardar o patrimônio até que a situação seja esclarecida. O documento passou a integrar o conjunto de medidas que já vinham sendo adotadas no âmbito judicial.
Essa nova denúncia se soma a um impasse que já estava em andamento. Anteriormente, Suzane havia admitido ter ficado com um veículo da marca Subaru, o que gerou questionamentos por parte de outros familiares e acabou levando o caso a ser analisado também pela Polícia Civil. A admissão, feita durante o processo de inventário, acirrou os ânimos e aprofundou o desgaste entre os envolvidos.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado sem vida no dia 9 de janeiro deste ano, em sua própria casa. Médico conhecido em seu círculo profissional, ele não era casado oficialmente e não deixou filhos. Essa ausência de herdeiros diretos abriu espaço para uma disputa delicada entre parentes e a companheira do médico, que afirma ter vivido com ele como se fossem um casal por mais de dez anos.
Desde então, o destino dos bens deixados por Miguel se tornou motivo de desacordo. Móveis, objetos pessoais, valores e até itens de menor expressão passaram a ser discutidos nos autos do processo. Para quem acompanha casos semelhantes, esse tipo de conflito não é raro quando não há um testamento claro ou definições prévias sobre a partilha.
Especialistas em direito de família costumam lembrar que, nessas situações, qualquer movimentação de bens antes de uma decisão judicial pode gerar problemas adicionais. Mesmo ações que parecem simples, como retirar móveis de uma residência, podem ser interpretadas como irregulares se não houver consentimento dos demais interessados ou autorização do juiz responsável pelo inventário.
Agora, com a inclusão de novos itens no boletim de ocorrência, a expectativa é que a investigação ajude a esclarecer o que foi retirado, em que circunstâncias e qual será o destino desses bens até a definição final da herança. Enquanto isso, o caso segue como um exemplo de como disputas patrimoniais, quando misturadas a relações familiares frágeis, tendem a se tornar longas, desgastantes e difíceis de resolver.



