Desafio viral do TikTok acaba em acidente sério com criança

Um episódio ocorrido no estado de Illinois reacendeu o alerta sobre os riscos de tendências virais da internet quando reproduzidas sem orientação. Caleb Chabolla, de 9 anos, ficou ferido após tentar imitar um desafio visto no TikTok. A proposta do vídeo envolvia aquecer um brinquedo sensorial no micro-ondas, prática que parecia inofensiva, mas terminou em um acidente doméstico com consequências sérias. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos e passou a ser usado como exemplo por especialistas em segurança infantil.
O objeto envolvido era um cubo de alívio de estresse conhecido como Needoh, preenchido com um material gelatinoso. Ao ser aquecido, o conteúdo interno sofreu alteração de temperatura e pressão. Quando Caleb retirou o brinquedo do micro-ondas, o material quente se espalhou rapidamente, atingindo o rosto e as mãos do menino. A mãe, Whitney, contou que a situação aconteceu poucos minutos antes de ele sair para a escola, o que tornou o momento ainda mais angustiante para a família.
Whitney reagiu imediatamente e levou o filho para o chuveiro, tentando resfriar as áreas afetadas com água corrente. No entanto, a textura do gel dificultou a remoção imediata, prolongando a sensação térmica e aumentando o desconforto. Diante da gravidade da situação, Caleb foi levado inicialmente a uma unidade de saúde local em Plainfield. Pouco depois, os médicos decidiram transferi-lo para o Centro de Tratamento de Queimaduras Loyola, em Maywood, referência na região para casos que exigem cuidados especializados.
A equipe médica confirmou que o menino apresentou queimaduras de segundo grau em partes do rosto, nas mãos e atrás de uma das orelhas. Profissionais do hospital informaram que este não foi um caso isolado e que outros atendimentos semelhantes já haviam sido registrados, envolvendo objetos domésticos aquecidos de maneira inadequada. Com autorização da família, o hospital decidiu compartilhar informações sobre o caso como forma de conscientização, especialmente durante campanhas educativas voltadas à prevenção de acidentes com crianças.
Especialistas alertam que muitos desafios exibidos nas redes sociais passam por edições e cortes que escondem riscos reais. Vídeos curtos, com aparência divertida, podem omitir consequências ou cuidados necessários, levando crianças e adolescentes a subestimar perigos. Segundo profissionais de saúde, é comum que apenas os resultados “bem-sucedidos” apareçam nas plataformas, enquanto acidentes e imprevistos raramente são divulgados pelos próprios criadores de conteúdo.
O episódio também levanta o debate sobre a importância da supervisão de adultos no consumo de conteúdos digitais por menores. Psicólogos e educadores destacam que crianças ainda não possuem maturidade para avaliar riscos físicos complexos, especialmente quando o estímulo vem de vídeos populares. Orientação constante, diálogo aberto e o estabelecimento de limites no uso de aparelhos eletrônicos são apontados como medidas essenciais para reduzir situações semelhantes.
Atualmente, Caleb segue em recuperação e recebe acompanhamento médico contínuo para tratar as áreas afetadas. A família espera que a experiência sirva de alerta para outros pais e responsáveis. O caso reforça a necessidade de atenção redobrada às tendências virais e lembra que, por trás de vídeos aparentemente inofensivos, podem existir riscos que não aparecem na tela, mas se tornam muito reais na vida cotidiana.




