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Cão Orelha: o que se sabe sobre a garota presenciou o caso

O caso do cão Orelha, que causou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou defensores da causa animal em todo o país, segue levantando dúvidas importantes. Após a identificação do adolescente de 15 anos apontado como autor do ato que levou à morte do animal, um novo personagem passou a chamar a atenção: a jovem que aparece ao lado dele em imagens registradas por câmeras de segurança antes e depois do ocorrido. Quem é ela? Qual foi seu papel naquela madrugada? E, principalmente, ela poderá responder judicialmente?

As investigações indicam que o adolescente saiu de seu condomínio, localizado na região da Praia Brava, em Florianópolis, por volta das 5h25 da manhã. Ele estava acompanhado dessa garota. Cerca de meia hora depois, às 5h58, ambos retornaram juntos ao local. Segundo a Polícia Civil, foi nesse intervalo que o cão Orelha sofreu as agressões que o deixaram gravemente ferido. As imagens se tornaram uma peça-chave para desmontar a versão apresentada inicialmente pelo adolescente.

O delegado Renan Balbino explicou que o jovem afirmou, em depoimento, que havia permanecido dentro do condomínio durante todo o tempo, na companhia de uma amiga. No entanto, as imagens de câmeras de segurança, aliadas a testemunhos e à identificação das roupas usadas, mostraram que ele esteve fora do local, caminhando pela praia. Esse contraste entre o relato e as provas reunidas acabou sendo determinante para o avanço das investigações.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a identificação das roupas usadas naquela manhã. A delegada Mardjoli Valcareggi detalhou que o adolescente estava fora do Brasil e retornou apenas no fim de janeiro. Durante a abordagem no aeroporto, um familiar apresentou comportamento considerado suspeito ao tentar esconder um boné rosa e ao dar explicações contraditórias sobre um moletom encontrado na bagagem. Após a apreensão e comparação com as imagens, ficou evidente que as peças coincidiam com as usadas no dia do ocorrido.

Com o avanço do inquérito, a jovem que acompanhava o adolescente também foi chamada para prestar depoimento. De acordo com o delegado Ulisses Gabriel, ela afirmou que não presenciou o momento em que o cão foi ferido. No entanto, essa versão teria sido questionada pela própria mãe da garota, que declarou às autoridades que a filha havia relatado ter visto o que aconteceu. Mesmo assim, a polícia informou que, até o momento, a jovem não foi indiciada, pois não teria participado diretamente do ato, apenas presenciado os fatos.

Informações extraoficiais começaram a circular, incluindo a possibilidade de a jovem ser irmã de um dos envolvidos. A ativista Luísa Mell também se pronunciou, afirmando que a garota teria 19 anos, portanto maior de idade. Essa informação, porém, não foi confirmada oficialmente pelos investigadores responsáveis pelo caso.

Luísa Mell cobrou publicamente uma responsabilização mais ampla. Para ela, a presença da jovem durante todo o episódio levanta questionamentos sobre omissão de socorro e responsabilidade moral. A ativista destacou ainda a contradição entre o depoimento da garota e o relato atribuído à mãe, defendendo que essa divergência também deveria ser apurada com mais rigor.

Enquanto a investigação segue em andamento, o caso do cão Orelha continua despertando debates sobre responsabilidade, empatia e limites legais. Mais do que buscar culpados, a expectativa de muitos é que o episódio sirva como um alerta e fortaleça discussões sobre proteção animal e conscientização, evitando que histórias como essa se repitam.

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