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Ônibus com romeiros capota e deixa 15 mortos

Um trágico acidente rodoviário abalou o estado de Alagoas nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, quando um ônibus que transportava romeiros capotou na AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão alagoano. O veículo, que seguia de volta da Romaria das Candeias em Juazeiro do Norte, no Ceará, levava cerca de 60 passageiros, resultando em pelo menos 15 mortes confirmadas. O incidente ocorreu por volta das 7h da manhã, em uma região conhecida por suas estradas sinuosas e condições precárias, destacando mais uma vez os riscos enfrentados por fiéis em peregrinações religiosas.

Entre as vítimas fatais, foram identificados cinco homens, sete mulheres e três crianças, o que intensifica o luto coletivo e evidencia a vulnerabilidade de famílias inteiras nessas viagens. Testemunhas relataram que o ônibus perdeu o controle em uma curva acentuada, possivelmente devido a fatores como excesso de velocidade, falha mecânica ou condições climáticas adversas, embora as investigações iniciais ainda estejam em andamento. Equipes de resgate, incluindo bombeiros e policiais rodoviários, foram mobilizadas rapidamente para o local, prestando socorro aos feridos e removendo os corpos das ferragens.

A Romaria das Candeias, um dos maiores eventos religiosos do Nordeste brasileiro, atrai milhares de devotos anualmente em honra a Nossa Senhora das Candeias, e este grupo de romeiros alagoanos participava dessa tradição centenária. A viagem de retorno, que deveria ser um momento de reflexão e gratidão, transformou-se em uma cena de horror, com relatos de sobreviventes descrevendo o pânico e o caos imediato após o capotamento. Muitos dos passageiros eram de comunidades rurais do Sertão, onde a fé católica é um pilar cultural e social.

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, reagiu prontamente à tragédia, decretando luto oficial de três dias em todo o estado e cancelando agendas oficiais para priorizar o apoio às famílias afetadas. Em nota oficial, ele expressou solidariedade e prometeu uma apuração rigorosa das causas do acidente, com o objetivo de prevenir futuras ocorrências. Essa medida reflete a gravidade do evento e o impacto emocional sobre a população local, que já enfrenta desafios socioeconômicos na região sertaneja.

As autoridades de saúde reportaram que dezenas de feridos foram encaminhados a hospitais próximos, como o de São José da Tapera e unidades em Maceió, com alguns em estado grave necessitando de cirurgias emergenciais. A sobrecarga nos serviços médicos destaca a necessidade de investimentos em infraestrutura de emergência no interior do estado. Voluntários e organizações religiosas também se mobilizaram para oferecer suporte psicológico e material às vítimas e seus parentes.

Esse acidente reacende o debate sobre a segurança no transporte de grupos religiosos, especialmente em rotas interestaduais longas e com veículos muitas vezes superlotados ou mal conservados. Especialistas em trânsito apontam para a importância de fiscalizações mais rigorosas e campanhas de conscientização para motoristas e organizadores de excursões. A tragédia serve como um lembrete doloroso de que, apesar da devoção, medidas preventivas são essenciais para proteger vidas.

Por fim, a comunidade alagoana se une em orações e homenagens às vítimas, com vigílias e missas sendo organizadas em diversas paróquias. Esse episódio não apenas enluta famílias, mas também convoca a sociedade a refletir sobre valores como solidariedade e responsabilidade coletiva. Que essa perda impulsione mudanças concretas para um futuro mais seguro nas estradas brasileiras.

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