Caso Daiane: celular de corretora é encontrado e passa por perícia

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deu mais um passo importante na investigação da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, um caso que comoveu moradores de Caldas Novas e ganhou repercussão nacional nas últimas semanas. O celular da vítima, considerado peça-chave para o esclarecimento dos fatos, foi localizado e apreendido durante uma perícia realizada no condomínio onde ela morava, na última sexta-feira, dia 31 de janeiro.
Segundo a corporação, o aparelho está sob análise técnica, com apoio da Polícia Técnico-Científica. Por enquanto, os investigadores mantêm sigilo sobre os dados encontrados, medida comum em casos sensíveis como este. A justificativa é clara: preservar o andamento das investigações e evitar qualquer interferência externa que possa comprometer a apuração.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro. Foram 43 dias de angústia para familiares e amigos, que buscaram respostas em hospitais, unidades de pronto atendimento e junto a conhecidos, mas sem sucesso. O desfecho veio apenas semanas depois, quando o corpo da corretora foi encontrado em uma região de mata em Caldas Novas, após indicação do próprio autor do crime.
A história começou de forma aparentemente corriqueira. Na noite do desaparecimento, Daiane desceu até o subsolo do prédio para verificar um problema de fornecimento de energia em seu apartamento, algo comum em sua rotina profissional. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando e saindo do elevador. Depois disso, não há mais registros de sua movimentação.
Dias mais tarde, um vídeo enviado por uma amiga da família reforçou essa última pista. Nas imagens, Daiane aparece tentando resolver um problema elétrico em um dos imóveis que administrava. Esse material ajudou a polícia a delimitar os últimos momentos conhecidos da vítima dentro do condomínio.
Durante o avanço das investigações, a PCGO identificou o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, como autor do crime. Ele acabou confessando e levou os policiais até o local onde havia escondido o corpo. Outro detalhe que chamou atenção foi a localização do celular da vítima: o aparelho estava dentro da tubulação de esgoto da garagem do condomínio. Desde o dia 17 de dezembro, não houve mais qualquer sinal de atividade no telefone, nem movimentações bancárias em nome de Daiane.
As apurações também revelaram que Daiane e o síndico vinham trocando denúncias formais desde novembro de 2024. O que começou como um conflito administrativo evoluiu para uma série de registros oficiais, indicando uma relação já bastante desgastada antes do crime.
De acordo com informações confirmadas pela polícia e divulgadas por veículos como o Fantástico e o portal Metrópoles, há indícios de que a causa da morte foi um disparo de arma de fogo. Um projétil foi encontrado alojado na cabeça da vítima, embora ainda não esteja definido onde exatamente ocorreu o disparo. No dia do desaparecimento, moradores do condomínio não relataram ter ouvido qualquer barulho que chamasse atenção.
A perícia realizou buscas por vestígios no prédio e no veículo do suspeito, e a arma utilizada ainda não foi localizada. O laudo da necrópsia, aguardado para os próximos dias, deve trazer respostas técnicas fundamentais para fechar as lacunas que ainda existem.
Em nota, a PCGO reforçou que diversas diligências continuam em andamento e que a conclusão dos laudos periciais será essencial para esclarecer completamente as circunstâncias do caso. Enquanto isso, a investigação segue, acompanhada de perto por uma população que espera por justiça e respostas claras.



