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Vídeo mostra momento que menina Alice é encontrada

A pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de quatro anos, tornou-se o centro de uma mobilização intensa em Minas Gerais após desaparecer na tarde de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026. A criança, que é autista e não verbal, foi vista pela última vez no sítio dos avós, localizado no distrito rural de Bituri, em Jeceaba, na Região Central do estado. O caso rapidamente ganhou repercussão, gerando angústia para a família e a comunidade local, que se uniram em esforços para localizá-la em meio a uma área extensa de mata e terrenos irregulares.

Alice estava passando uma temporada na casa da avó quando o incidente ocorreu. De acordo com relatos familiares, ela saiu pela porta dos fundos, onde há uma varanda, enquanto brincava com o irmão mais novo, de três anos. A mãe, Karine Maciel, de 24 anos, estava trabalhando no momento, e o pai reside em outra cidade. A menina, conhecida por sua condição de autismo não verbal, o que significa que não utiliza a fala como principal meio de comunicação, desapareceu sem deixar vestígios iniciais, o que complicou as buscas imediatas.

As operações de resgate foram iniciadas logo após o alerta, mobilizando mais de 100 pessoas, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, policiais e voluntários da região. Doze guarnições de bombeiros foram destacadas, equipadas com cães farejadores treinados para rastrear odores humanos e drones para sobrevoar áreas de difícil acesso. A busca se estendeu por três dias, enfrentando desafios como o relevo acidentado e a vegetação densa, típicos da zona rural de Jeceaba.

Durante o terceiro dia de buscas, no sábado, 31 de janeiro, as equipes intensificaram os esforços com base em novas informações e pistas coletadas. A família, incluindo a mãe e o pai, que se juntou às operações naquela tarde, manteve a esperança viva, enquanto a comunidade se solidarizava por meio de apelos nas redes sociais e grupos de apoio. A persistência das equipes foi crucial, já que o tempo era um fator crítico para a sobrevivência da criança em um ambiente hostil.

O momento do reencontro ocorreu na tarde de sábado, quando Alice foi localizada em uma área de mata próxima ao sítio. Ela foi encontrada deitada ou encostada em um barranco, segundo descrições iniciais, e resgatada pelas equipes de bombeiros. As circunstâncias exatas de como ela sobreviveu aos três dias ainda não foram completamente esclarecidas, mas o achado representou um alívio imediato para todos os envolvidos na operação.

Ao ser resgatada, Alice aparentava estar em bom estado de saúde geral, sem ferimentos visíveis graves ou sinais de desidratação severa. Um vídeo divulgado pelos bombeiros mostrou a menina bebendo água calmamente dentro de um veículo, acompanhada de adultos, demonstrando que ela estava consciente e responsiva. Ela foi imediatamente reunida à família, que expressou gratidão profunda pelas equipes de resgate.

O caso de Alice destaca a importância da rapidez e da coordenação em situações de desaparecimento infantil, especialmente envolvendo crianças com necessidades especiais. A história, que terminou de forma positiva, serve como lembrete da resiliência humana e da solidariedade comunitária, reforçando a necessidade de medidas preventivas em ambientes rurais para proteger os mais vulneráveis.

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