Polícia descarta participação de adolescente em morte do cachorro Orelha em SC

A Polícia Civil de Santa Catarina informou, nesta semana, que um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeitos pela morte do cachorro comunitário Orelha não teve qualquer participação no crime. A conclusão veio após o avanço das investigações e a análise detalhada de imagens e depoimentos reunidos no inquérito. O caso ganhou grande repercussão nacional pela brutalidade das agressões contra o animal, ocorridas na Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo os investigadores, o adolescente citado de forma preliminar não aparece em nenhuma das imagens analisadas pela polícia, que incluem registros de câmeras de segurança e vídeos feitos por testemunhas. Além disso, a família apresentou provas que confirmam que o jovem não estava no local no momento das agressões, o que foi corroborado pela apuração policial. Diante disso, a Polícia Civil descartou oficialmente qualquer envolvimento dele no episódio.
Em nota, a corporação ressaltou que a investigação segue critérios técnicos e que nomes ou suspeitas iniciais não significam culpa. A exclusão do adolescente do caso, segundo os delegados responsáveis, é resultado do cruzamento de informações, imagens e relatos colhidos ao longo das últimas semanas. A identidade do jovem foi preservada, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O cachorro Orelha era conhecido como um cão comunitário, cuidado por moradores e comerciantes da região. Após ser violentamente agredido, o animal ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento veterinário. O laudo pericial apontou lesões contundentes graves na região da cabeça, compatíveis com agressões realizadas com objetos duros.
Desde que o caso veio a público, a investigação tem enfrentado forte pressão social e grande comoção. O episódio motivou protestos, manifestações nas redes sociais e até debates políticos sobre punição para crimes de maus-tratos contra animais, especialmente quando praticados por menores de idade. Autoridades, no entanto, reforçam que a apuração precisa seguir o devido processo legal, independentemente da revolta popular.
A Polícia Civil destacou ainda que outras linhas de investigação seguem abertas e que os adolescentes efetivamente envolvidos continuam sendo apurados dentro dos limites previstos em lei. Como se trata de menores, eventuais responsabilizações ocorrem no âmbito de medidas socioeducativas, e não penais, conforme prevê a legislação brasileira.
Por fim, os investigadores fizeram um alerta contra a disseminação de acusações precipitadas nas redes sociais. Segundo a polícia, apontar culpados sem provas pode causar danos irreparáveis a pessoas inocentes e às suas famílias. O caso do cachorro Orelha, apesar da carga emocional evidente, segue sob investigação, e novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.



