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Morre soldado da Polícia Militar Carlos André, aos 27 anos

Um trágico acidente na BR-316, em Picos, no Piauí, ceifou a vida de um soldado da Polícia Militar na noite de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026. O policial Carlos André Monteiro Fernandes Filho, de apenas 27 anos, morreu na hora após colidir sua moto contra um caminhão durante o acompanhamento de um suspeito em atitude suspeita. O fato ocorreu no bairro Junco, expondo mais uma vez os perigos brutais que os policiais enfrentam diariamente no cumprimento do dever.

Carlos André era soldado da ROCAM, o grupo de rondas ostensivas com motocicletas do 4º Batalhão da PM. Ele avistou um sujeito em comportamento estranho pilotando uma moto e decidiu acompanhá-lo de imediato, como é rotina nessas operações para coibir crimes. O que parecia uma ação simples de fiscalização virou um pesadelo em questão de segundos, com alta velocidade e manobras arriscadas em uma rodovia movimentada.

A colisão foi devastadora. O caminhão cruzou o caminho da moto do policial, e o impacto não deixou chance de sobrevivência. Carlos André foi arremessado e sofreu ferimentos gravíssimos, sendo declarado morto ainda no local. Colegas e equipes de socorro chegaram rapidamente, mas era tarde demais: mais um herói da segurança pública caiu em serviço, deixando a corporação em choque e luto profundo.

O que torna o caso ainda mais revoltante é a atitude covarde do motorista do caminhão. Em vez de parar para prestar socorro à vítima agonizante, o desgraçado acelerou e fugiu da cena, abandonando o policial à própria sorte. Essa omissão criminosa agrava tudo: além do possível homicídio culposo no trânsito, o sujeito cometeu o crime de omissão de socorro, uma das atitudes mais repugnantes que se pode imaginar em um acidente.

A Polícia Rodoviária Federal não demorou a agir. O caminhoneiro foi localizado em Alegrete do Piauí, cidade vizinha, com marcas evidentes da batida no veículo. Preso em flagrante, ele foi levado para a delegacia em Fronteiras, onde responderá pelos crimes cometidos. A fuga só complicou a situação dele: as provas materiais estavam todas lá, gritando a culpa do irresponsável.

O comandante da unidade, capitão Joel, confirmou que o soldado estava em missão oficial quando tudo aconteceu. Ele destacou a necessidade de esclarecer cada detalhe do ocorrido para honrar a memória do companheiro e reforçar os protocolos de segurança. A Polícia Militar do Piauí manifestou solidariedade total à família devastada, prometendo apoio irrestrito à esposa e aos dois filhos gêmeos pequenos deixados pelo policial.

Esse episódio doloroso serve como um tapa na cara da sociedade: os agentes de segurança pública arriscam a vida todos os dias, e acidentes como esse expõem a urgência de mais investimentos em treinamento, equipamentos e conscientização no trânsito. A comunidade de Picos e região reage com indignação e tristeza, exigindo justiça rigorosa contra o fugitivo e medidas concretas para que tragédias assim não se repitam. Carlos André Monteiro Fernandes Filho não foi apenas um número: foi um pai, um marido e um guerreiro que pagou com a vida o preço de proteger os outros.

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