Comunidade abalada! Irmãos morrem abraçados em PE

Uma tragédia abalou a comunidade do bairro Pitanga, em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, na tarde de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026. Um incêndio devastador consumiu a residência onde moravam duas crianças, resultando na morte de Alexia Rielly, de quatro anos, e seu irmão Bernardo Abraão, de seis anos. As vítimas estavam sozinhas em casa no momento do sinistro, e apesar dos esforços de socorro, não resistiram às graves queimaduras sofridas.
Os irmãos foram encontrados por vizinhos que, alertados pelas chamas, invadiram a casa em uma tentativa desesperada de resgate. De acordo com relatos locais, as crianças foram localizadas abraçadas em um dos cômodos, ainda conscientes e vivas, o que comoveu toda a vizinhança. Elas foram imediatamente levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pesqueira e, em seguida, transferidas para hospitais no Recife, mas Bernardo faleceu durante o trajeto e Alexia pouco após chegar ao Hospital da Restauração.
A família das crianças havia retornado de uma viagem ao Recife poucas horas antes do incêndio. Bernardo, o mais velho, estava em tratamento contra um câncer na capital pernambucana, o que tornava a rotina da família ainda mais desafiadora. O avô das vítimas, Severino Santana, foi acordado pelos gritos de alerta dos vizinhos e descreveu o momento como um pesadelo inimaginável, destacando a alegria habitual dos netos.
Vizinhos e familiares pintam um retrato afetuoso de Alexia e Bernardo, conhecidos na comunidade por sua energia contagiante. As crianças eram vistas frequentemente brincando nas ruas do bairro, sempre sorridentes e interagindo com todos ao redor. Essa proximidade com a vizinhança facilitou o resgate inicial, mas não foi suficiente para evitar o desfecho trágico, deixando um vazio profundo entre os moradores.
A causa do incêndio permanece sob investigação pelas autoridades locais, incluindo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil de Pernambuco. Peritos foram acionados para analisar os vestígios na residência destruída, buscando indícios que possam explicar o início das chamas. Até o momento, não há suspeitas de ação criminosa, mas a perícia técnica é essencial para esclarecer os fatos e prevenir incidentes semelhantes.
A comunidade de Pitanga se uniu em solidariedade à família enlutada, com vizinhos organizando vigílias e arrecadações para ajudar nos custos do sepultamento e apoio emocional. Essa mobilização reflete o impacto coletivo da perda, especialmente em uma região onde laços familiares e comunitários são fortes. Autoridades municipais também se comprometeram a oferecer assistência psicológica aos afetados.
Essa tragédia serve como um doloroso lembrete sobre os riscos domésticos, particularmente em lares com crianças pequenas. Enquanto a família tenta reconstruir a vida em meio à dor, a sociedade pernambucana reflete sobre medidas de segurança que poderiam ter evitado tal desfecho, honrando a memória de Alexia e Bernardo com ações preventivas para o futuro.



