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Alerta de tempestade: novo ciclone extratropical se forma e pode atingir 9 estados brasileiros

Um novo ciclone extratropical está previsto para se formar nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, sobre o oceano Atlântico, próximo à costa sudeste do Brasil. Esse fenômeno meteorológico surge em meio a um período de instabilidades climáticas no Centro-Sul do país, influenciado por uma área de baixa pressão que se intensifica rapidamente. Diferente de ciclones tropicais, os extratropicais são comuns em latitudes médias e estão associados a frentes frias, podendo alterar significativamente o padrão de chuvas e ventos em regiões continentais. Meteorologistas monitoram de perto sua evolução, que deve começar a impactar o tempo a partir da tarde de hoje, com potencial para estender efeitos por vários dias.

O ciclone deve afetar diretamente nove estados brasileiros, com maior ênfase nas áreas do Sudeste e Sul. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Sul estão na zona de influência, onde se espera um aumento na umidade e na ocorrência de precipitações. Em algumas regiões, como o litoral paulista e paranaense, o sistema pode canalizar ventos moderados, contribuindo para ondas mais altas no mar. No interior, especialmente em áreas de relevo como a Serra da Mantiqueira, há risco de chuvas mais volumosas, que podem superar os 100 milímetros em pontos isolados.

Apesar da classificação como ciclone extratropical, as previsões indicam que esse evento não atingirá a intensidade observada em sistemas recentes, que causaram estragos significativos em algumas localidades. Especialistas atribuem isso à posição do ciclone, que permanecerá majoritariamente sobre o oceano, sem avançar diretamente sobre o continente. Isso resulta em impactos mais indiretos, como o reforço de frentes frias e instabilidades atmosféricas, em vez de ventanias extremas ou inundações generalizadas. Ainda assim, a combinação com massas de ar úmido pode gerar temporais localizados, incluindo granizo em áreas pontuais.

Os efeitos esperados incluem chuvas persistentes e intermitentes, que podem complicar o trânsito em rodovias e vias urbanas, especialmente em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Em regiões agrícolas de Mato Grosso do Sul e Goiás, as precipitações são bem-vindas para aliviar períodos de seca, mas exigem atenção para evitar erosão do solo ou atrasos em colheitas. No Sul, como em Santa Catarina e Paraná, o risco de alagamentos em baixadas é moderado, dependendo da duração das chuvas. Autoridades recomendam que moradores acompanhem boletins meteorológicos para se preparar adequadamente.

Comparado a eventos passados, esse ciclone representa uma ameaça menor, mas serve como lembrete da variabilidade climática no Brasil durante o verão. Sistemas semelhantes já ocorreram neste mês, mas com trajetórias que amplificaram danos em infraestrutura. Desta vez, a dissipação deve ocorrer mais rapidamente, com o ciclone se enfraquecendo ao se afastar para o alto-mar nos próximos dias. Isso permite uma resposta mais proativa das defesas civis, que já estão em alerta para coordenar ações preventivas.

Para minimizar riscos, é essencial que a população adote medidas simples, como evitar áreas de encosta propensas a deslizamentos e verificar a drenagem em residências. Em zonas rurais, agricultores devem proteger equipamentos e monitorar rios próximos. As prefeituras dos estados afetados planejam reforçar equipes de emergência, garantindo suporte rápido em caso de incidentes isolados. Essa preparação coletiva pode transformar um evento climático em uma situação gerenciável, sem maiores consequências.

Em resumo, o ciclone extratropical de hoje reforça a importância de sistemas de previsão avançados no Brasil, que permitem alertas oportunos e reduzem impactos humanos. Com o fim de semana se aproximando, o tempo deve melhorar gradualmente, abrindo espaço para temperaturas mais amenas no Sul e Sudeste. No entanto, a vigilância contínua é crucial, pois variações climáticas podem alterar o cenário rapidamente, destacando a necessidade de adaptação constante às mudanças ambientais.

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