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MC Poze é denunciado por invasão e agressão; polícia investiga

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura denúncias de invasão de domicílio e agressão envolvendo o cantor MC Poze do Rodo, após um episódio ocorrido nesta quinta-feira no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais depois que o rapper Borges relatou publicamente ter sido vítima de violência, afirmando que sua residência teria sido invadida e que sua companheira também foi agredida durante a confusão.

De acordo com informações da Polícia Civil, o boletim de ocorrência foi registrado pela namorada de Borges na 42ª Delegacia de Polícia. As autoridades confirmaram que as investigações estão em andamento e que o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal, responsável por analisar casos de menor potencial ofensivo. Até o momento, não há informações sobre indiciamentos ou medidas cautelares adotadas contra os envolvidos.

O episódio veio a público após Borges utilizar suas redes sociais para relatar o ocorrido. Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o artista afirmou que teve o portão de sua casa quebrado e que foi agredido enquanto estava no chão. Segundo ele, além da confusão generalizada, sua companheira também teria sido alvo de agressões, o que classificou como um ato de covardia. As declarações rapidamente se espalharam, impulsionando debates entre fãs e internautas.

Pouco depois, MC Poze do Rodo também se manifestou nas redes sociais para negar as acusações mais graves. Em sua versão, o cantor afirmou que não houve invasão de domicílio nem agressão deliberada contra terceiros. Segundo Poze, a situação teria começado como um desentendimento entre Borges e um parente seu, identificado como Leo, motivado por uma troca de ofensas nas redes sociais. Ele declarou que acompanhou o primo até o local, mas que seu papel teria sido o de tentar separar a briga.

Ainda em seus pronunciamentos, MC Poze sustentou que a confusão foi restrita a um confronto direto entre os dois homens envolvidos na discussão inicial. O cantor afirmou que não tentou entrar na residência, não participou de agressões contra a companheira de Borges e que agiu, sempre que possível, para conter o conflito. Ele também reconheceu danos materiais, como a quebra do portão da casa, e disse que já se colocou à disposição para arcar com os prejuízos causados.

O caso reacendeu discussões sobre conflitos envolvendo artistas do cenário musical e o impacto da exposição pública desses episódios. Nas redes sociais, seguidores se dividiram entre apoiar as denúncias feitas por Borges e defender a versão apresentada por MC Poze. Especialistas em direito penal e comunicação alertam que a divulgação de versões conflitantes antes da conclusão das investigações pode gerar julgamentos precipitados e dificultar o esclarecimento dos fatos.

A Polícia Civil informou que testemunhas serão ouvidas e que imagens, mensagens e registros que possam ajudar na reconstituição do ocorrido serão analisados. O objetivo é identificar responsabilidades individuais e verificar se houve, de fato, invasão de domicílio, agressões físicas ou outros crimes previstos em lei. Como o caso tramita no âmbito do Juizado Especial Criminal, há a possibilidade de propostas de conciliação, dependendo da conclusão das apurações.

Enquanto isso, os dois artistas seguem utilizando seus perfis nas redes sociais para apresentar suas versões e se defender das acusações. O episódio evidencia mais uma vez como conflitos pessoais envolvendo figuras públicas ganham rapidamente dimensões maiores no ambiente digital, ampliando a pressão sobre autoridades e reforçando a importância de investigações técnicas e imparciais. Até a conclusão do inquérito, a Polícia Civil reforça que todas as versões devem ser tratadas como relatos iniciais, sem prejulgamentos.

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